Variação do preço do feijão chega a R$ 3 em Maceió; veja pesquisa

Publicado em 26/02/2019, às 12h13
Feijão está 'sobrando' no supermercado | TNH1 / Eberth Lins -

Eberth Lins / Deborah Freire

O preço do feijão carioca está assustando consumidores de todo o Brasil desde o final de janeiro, e em Alagoas, não é diferente. O TNH1 fez uma pesquisa nos supermercados e entre feirantes de Maceió e encontrou o quilo por até R$ 10.

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A reportagem visitou nesta terça-feira (26) estabelecimentos nos bairros do Farol, Jacintinho e Mangabeiras e percebeu uma diferença de preços de até R$ 3.

(TNH1 / Eberth Lins)
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Feijão preto (TNH1 / Eberth Lins)
Feijão fradinho (TNH1 / Eberth Lins)
Feijão preto (TNH1 / Eberth Lins)

O menor valor foi no bairro Jacintinho, onde o feijão carioca sai a até R$ 6,98. Um pouco mais caro, mas ainda mais econômico, está o preço na feira livre do bairro, onde o produto sai a R$ 7,98.

Nos demais estabelecimentos, o feijão pode ser comprado por R$ 8,49, R$ 9,89, R$ 10 ou mais, a depender da marca.

Para economizar, o microempresário Márcio Venicius, diz que a alternativa foi comprar em atacado no Mercado da Produção. Ele também tem variado com feijão preto para reduzir os custos.

Esse outro tipo de feijão sai a pouco mais de R$ 7 o quilo, conforme pesquisa do TNH1. A diferença entre os dois produtos é quantidade de ferro, menor no carioca.

Já o fradinho pode ser comprado por cerca de R$ 4 o quilo. Esse é o que tem menor quantidade de ferro.

"A gente pesquisa, considera as informações nutricionais, mas leva muito em consideração o preço. Hoje, o preto é a melhor alternativa", disse a dona de casa aposentada Janete Nogueira.

Sem previsão de baixa

De acordo com o economista Fernando Pinheiro, a alta no valor pago pelo quilo do feijão acompanha uma tendência nacional.

“Houve uma redução de 21% na safra e a oferta diminuiu, ao contrário da procura. Em Irecê, na Bahia, por exemplo, a safra de grãos foi em parte comprometida por conta das condições climáticas e isso encareceu o preço cobrado pelo feijão carioca”, explicou.

O valor, segundo o economista, não tem previsão para ser reestabilizado. “O feijão é um produto nosso e não temos fornecedores internacionais, o quer seria uma opção para minimizar os custos nesse momento. Temos que torcer e esperar que as condições climáticas sejam favoráveis e, no próximo anos, os preços sejam melhores”, acrescentou.

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