Redação EdiCase
A pele e o sistema digestivo são duas das principais barreiras de defesa do organismo canino, atuando diretamente no equilíbrio imunológico e no bem-estar do animal. Quando o pet desenvolve sensibilidade a componentes da dieta, os primeiros sintomas costumam ser genéricos e facilmente confundidos com problemas passageiros, o que torna a observação atenta do tutor o fator decisivo para a busca por orientação profissional.
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Para ajudar as famílias a identificar possíveis reações adversas, Flávio Lopes, médico-veterinário especialista em nutrição e gerente de Relacionamento Científico da PremieRpet, alerta para os principais sinais que exigem uma avaliação veterinária:
Investigar o caso com precisão e fazer a exclusão alimentar acompanhada por um médico-veterinário são fundamentais para o controle dos sintomas. A partir do diagnóstico, a mudança rigorosa na dieta passa a ser uma importante ferramenta de controle. É exatamente neste ponto que surge um dos maiores desafios da rotina clínica: como manter o carinho e o adestramento sem quebrar a restrição alimentar.
Quando um cão apresenta uma reação adversa a alimentos, a atenção deve ir além da refeição principal. Petiscos convencionais, restos de comida e outros agrados podem conter ingredientes incompatíveis com a dieta recomendada pelo veterinário. Mesmo pequenas quantidades podem interferir na investigação de uma alergia alimentar, especialmente durante uma dieta de eliminação.
O desafio, entretanto, não é apenas nutricional. Para muitos tutores, oferecer uma recompensa é uma maneira cotidiana de demonstrar carinho, incentivar comportamentos e estreitar a relação com o animal. Suspender os petiscos sem conhecer outras possibilidades pode gerar a sensação de que o cão está perdendo uma parte importante dessa convivência.
“O petisco pode ter um papel que vai além da nutrição: ele também pode representar interação, afeto e recompensa. Quando o cão precisa seguir uma dieta restritiva, o tutor pode ficar receoso de perder esse momento de conexão. Mas cuidar da saúde não significa necessariamente abrir mão desses momentos. O importante é entender quais alternativas são compatíveis com as necessidades do animal e seguir a orientação do médico-veterinário”, explica Flávio Lopes.
Uma das alternativas utilizadas em alimentos específicos para cães com determinadas reações adversas é a proteína hidrolisada. O assunto foi abordado por um estudo patrocinado pelo PremieRpet, que foi apresentado no maior congresso de nutrição pet do mundo, realizado pela ESVCN (European Society of Veterinary and Comparative Nutrition) durante o mês de setembro, na Itália, mostrando a importância do tema para o avanço da medicina-veterinária.
Para entender como funciona, basta imaginar que as proteínas são formadas por cadeias de unidades menores, chamadas aminoácidos. Na hidrólise, essas cadeias são divididas em fragmentos menores, que podem ser mais difíceis de serem reconhecidas pelo sistema imunológico. Essa característica reduz o potencial de desencadear reações em cães sensíveis.
“Para cães que precisam de cuidados específicos com a alimentação, essa tecnologia pode contribuir para a formulação de alternativas de recompensa, desde que a composição seja compatível com a dieta indicada para cada animal”, acrescenta o especialista.
É importante lembrar que nem toda alteração cutânea tem origem alimentar. A proteína hidrolisada não trata, por si só, todas as causas de coceira, dermatite ou queda de pelos. O diagnóstico é indispensável para determinar se há necessidade de restrições alimentares e quais ingredientes devem ser evitados.
A escolha deve considerar as restrições individuais do cão e as recomendações do profissional responsável pelo tratamento. Alguns cuidados ajudam a evitar que a recompensa interfira no manejo da saúde:
Entre as opções disponíveis no mercado está o PremieR Cookie Sensitive, desenvolvido para cães filhotes e adultos com sensibilidades cutâneas ou digestivas. Sua composição inclui proteína hidrolisada, prebióticos, fibras, ácidos graxos essenciais e antioxidantes, permitindo ao tutor preservar esse momento de vínculo com o pet, tão importante quanto carinho, brincadeiras e brinquedos.
Por Jéssica Santos
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