Flávio Gomes de Barros
Em outro forte pronunciamento na sessão desta terça-feira, 10, o vereador Rui Palmeira (PSD) denunciou irregularidades em cargos vinculados à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió.
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Ele alega que existem 84 cargos disponíveis, com remunerações entre R$ 5 mil e R$ 17 mil, oficialmente para prestação de apoio técnico a unidades administrativas da Câmara, mas que na verdade muitos desses servidores não estariam desempenhando as funções originalmente previstas ou não comparecendo para trabalhar.
Disse Rui Palmeira:
“Esses cargos deveriam estar servindo às comissões, às secretarias e aos órgãos da Casa, mas o que encontramos são pessoas que sequer aparecem para trabalhar”. O vereador citou um caso concreto: uma jovem de 24 anos, do bairro de Ipioca, com salário de R$ 15.700 e que até junho de 2025 recebia Bolsa Família, acumulando as duas remunerações nos seis primeiros meses de nomeação.
Rui Palmeira abordou também novos desdobramentos da investigação da Polícia Federal, que já interveio na RioPrevidência, no Rio de Janeiro, e no órgão previdenciário do Amapá, e que o IPREV Maceió é o terceiro com maior volume de investimentos de regimes próprios de previdência no Banco Master:
“Se geograficamente estamos a milhares de quilômetros do Amapá, do ponto de vista da investigação a situação está muito mais próxima do que se imagina. A PF vai bater à porta do IPREV Maceió e finalmente saberemos mais detalhes desse investimento absurdo”, afirmou Rui Palmeira.
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