Veterinário é preso em Maceió suspeito de maus-tratos que levaram à morte de animais

Publicado em 13/10/2025, às 11h13
Profissional é alvo de diversas denuncias por maus-tratos a animais - Foto: Feepik

Eberth Lins

Um médico veterinário foi preso suspeito de provocar sofrimento e até a morte de animais em uma clínica no bairro do Jaraguá, em Maceió, informou a Polícia Civil nesta segunda-feira (13). A prisão do veterinário, de 43 anos, aconteceu nesse domingo (12) na clínica onde ele continuava atendendo mesmo após vários inquéritos por maus-tratos.

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De acordo com as investigações, o profissional já era alvo de diversos inquéritos por condutas semelhantes, inclusive em casos que resultaram na morte dos animais.

"O profissional é alvo de diversos inquéritos relacionados à prática de maus-tratos contra cães e gatos, sendo que, em alguns desses casos, resultaram na morte dos animais. Mesmo após ter sido indiciado e processado judicialmente em outras ocasiões, ele continuava exercendo a profissão de forma irregular, representando, segundo a autoridade policial, risco à ordem pública e à integridade de novos pacientes", detalhou a PC na manhã desta segunda.

O histórico do veterinário inclui falhas recorrentes em procedimentos, negligência nos cuidados básicos e omissões graves durante internações.

"Um dos casos envolve um cachorro atropelado que foi levado para a clínica do suspeito. O veterinário afirmou à tutora que o animal precisaria de cirurgia, a qual foi realizada, mas o cão permaneceu internado por dois dias sem apresentar melhora. Ao visitar o pet, a dona percebeu que ele estava debilitado, faminto e com o soro desligado. Posteriormente, o veterinário informou que seria necessária uma nova cirurgia, orçada em aproximadamente R$ 6 mil. No dia em que a família foi buscar o animal, ele foi encontrado coberto de fezes, com ferimentos abertos e infestados por formigas. O cão foi levado para outra clínica, onde constatou-se desnutrição, infecção e falhas graves na primeira cirurgia, sendo orçado um novo procedimento de mais de R$ 17 mil", expôs a Polícia Civil.

Outro episódio apurado pela Delegacia de Crimes Ambientais e Proteção Animal (DCAPA) envolve a morte de uma cadela levada à clínica após apresentar sinais de cansaço. O veterinário diagnosticou líquido nos pulmões e recomendou a internação. Três dias depois, a dona foi informada da morte do animal por telefone. Segundo ela, nenhum exame foi apresentado para comprovar a causa da morte, e o corpo da cadela foi entregue sem explicações detalhadas.

Diante da reincidência e da gravidade das denúncias, a polícia solicitou a prisão preventiva do veterinário, que foi acatada pela Justiça. As investigações continuam para apurar outros possíveis casos envolvendo o suspeito.

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