Yasmin Gregorio*
Uma mulher trans foi espancada por pelo menos sete pessoas na Avenida da Paz, no Centro de Maceió, nesse último domingo (17). As agressões, que aconteceram em plena luz do dia, foram registradas por uma morador da localidade.
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As imagens, enviadas à TV Pajuçara/RECORD, e exibidas em reportagem no programa Fique Alerta, mostram o momento em que a vítima é cercada e agredida em via pública. A jovem tenta se desvencilhar das agressões, mas acaba derrubada pelos suspeitos e permanece caída mesmo após o grupo interromper os ataques.
Confira o vídeo abaixo:
Até o momento, não há informações sobre a motivação do ataque nem sobre a identificação dos envolvidos. Segundo relatos iniciais exibidos pela repórter Mônica Hermínio, repassado pelo morador responsável pela gravação do vídeo, os agressores seriam pessoas em situação de rua.
CASO DE AGRESSÃO NA PONTA VERDE
O episódio ocorre em meio ao relato de outro caso recente de violência contra uma mulher trans em Maceió. De acordo com informações repassadas por Rafaelle Machado, coordenadora do Movimento Nacional da População de Rua em Alagoas, uma mulher teria sido espancada na região da Ponta Verde após acreditar que faria um programa.
Segundo o relato, ela teria sido chamada por um homem que se apresentou como possível cliente. Ao se aproximar, outros homens que estariam escondidos passaram a agredi-la.
“Ela pensava que era um atendimento para um programa. Quando chegou, havia outras pessoas escondidas e começou o espancamento”, relatou Rafaelle.
A representante do movimento destacou que mulheres trans em situação de rua e vulnerabilidade social acabam ficando mais expostas à violência, especialmente aquelas que recorrem à prostituição como forma de sustento.
Após tomar conhecimento do caso registrado na Avenida da Paz, a Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev) informou que acionou equipes do Ronda no Bairro e da área social para acompanhamento da situação.
A Polícia Civil deve investigar os dois episódios para identificar os envolvidos e esclarecer as circunstâncias das agressões.
Confira a reportagem completa:
Estagiária sob supervisão
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