Vídeo: Milton Nascimento veste Mineirão de canção em seu inesquecível show de despedida

Publicado em 14/11/2022, às 14h46
Foto: Reprodução/Redes Sociais -

O Tempo

Quando o relógio cravou 19h05 deste domingo, 13 de novembro de 2022, um dia que já nasceu histórico, e os tambores ressoaram junto à figura que brilhava no palco com sua sanfona – um homem visivelmente emocionado vestido com seu manto começou a entoar os primeiros versos de “Ponta de Areia” –, fez-se mágica no Mineirão. Chorando, ele lembrou de sua amiga Gal Costa, que pegou o trem para outra estação na última quarta-feira (9). 

LEIA TAMBÉM

Seria mentira dizer que há, aqui neste estádio colossal, quase 60 mil pessoas; há muito mais, talvez dezenas de milhões, é certo dizer. A música tem dessas coisas de transformar o que quisermos em sonho e fantasia.

A última apresentação nos palcos de Milton Nascimento está sendo marcada pela emoção. Em um Mineirão completamente lotado, o cantor emociona o público na noite deste domingo (13). pic.twitter.com/T6wLjhGSQk

— O Tempo (@otempo) November 13, 2022

Portanto, no palco, não era só um Milton Nascimento. Naqueles poucos metros quadrados há Miltons: a criança que teve a sanfona como o primeiro instrumento, o Bituca e seu sorriso de menino em Três Pontas, o artista que reuniu Lô, Fernando, Beto, Toninho, Ronaldo, Wagner, Márcio e outros para gravarem um disco tão revolucionário quanto essencial e fazer, assim, uma esquina de Belo Horizonte ganhar o mundo. Há, sobretudo, o homem que usou a canção para buscar o caminho que vai dar no sol. 

Milton Nascimento se despediu dos palcos, mas não da música, como o próprio Bituca afirma, em BH, berço do Clube da Esquina e cidade onde viveu parte de sua juventude. "Eu só quero agradecer a todos vocês por tornarem minha vida tão linda", disse, para depois cantar "Amor de Índio" acompanhado pelo público. 

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

No dia do gráfico, Imprensa Oficial celebra ofício de quem ajuda a disseminar a informação Muito além de um festival: Fe$FaMa nasce como movimento de valorização do rock autoral O Agente Secreto é indicado ao César, maior prêmio do cinema francês Cris Braun abre o leque musical com o lançamento de Terno