Vídeo mostra chefe do tráfico na Maré cantando antes de ser morto; assista

Publicado em 14/05/2025, às 15h21
- Foto: Reprodução/X

O Globo

Um vídeo em que o traficante Thiago da Silva Folly, o TH, solta a voz e dança ao som de "Quem É o Louco Entre Nós", um forró da cantora Raphaela Santos, em uma piscina, circula nas redes sociais. Acredita-se que esse seja um dos últimos registros do criminoso antes de morrer. Ele é apontado como um dos chefes do Terceiro Comando Puro (TCP), no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, e foi morto nesta terça-feira durante uma ação da Polícia Militar.

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"Quem é o louco entre nós? Quem é o louco entre nós? Eu que disse adeus, querendo ficar. Você que se foi pra não mais voltar", diz um dos trechos da canção romântica entoada por TH, visivelmente descontraído. Confira:

⚠️VEJA: Registro recente do traficante Th do Complexo da Maré (TCP) durante "lazer" na comunidade.

Participe: https://t.co/JAhIm11oaB pic.twitter.com/sBeNpA7WMC

— BAÚ DO RIO OFC (@baudorio) May 13, 2025

 

Quem foi TH e como ele foi morto?

Aos 36 anos, TH foi morto durante uma operação da Polícia Militar. Segundo as autoridades, ele estava em um esconderijo na comunidade do Timbau, uma das áreas sob seu domínio, ao lado da Vila dos Pinheiros, Vila do João, Salsa e Merengue e Conjunto Esperança. Considerado um dos líderes TCP, segunda maior facção criminosa do estado, o traficante era alvo de inquéritos por crimes como tráfico de drogas, roubo de carga e homicídio.

Nos últimos anos, TH entrou na mira de operações de grande porte, como a segunda fase da Operação Maré, realizada em 2023, que investigava o treinamento de criminosos em comunidades da facção, inclusive em um clube na Vila do João.

O chefe do tráfico também foi denunciado por envolvimento na morte de agentes das forças de segurança. Em 2014, ele foi acusado de participação no assassinato do cabo do Exército Michel Augusto Mikami, morto com um tiro na cabeça durante a ocupação das Forças Armadas na Maré.

Dois anos depois, às vésperas da Olimpíada do Rio, foi apontado como responsável pela morte do soldado da Força Nacional Hélio Andrade, que entrou por engano na Vila do João e teve a viatura fuzilada. Mais recentemente, em junho do ano passado, a Polícia Militar o vinculou à morte de dois PMs, Jorge Henrique Galdino Cruz e Rafael Wolfgramm Dias, também durante ação na comunidade.

 

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