Violência contra jornalistas na América dispara em 2015, diz OEA

Publicado em 27/03/2016, às 18h28
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Redação

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), afirma que em 2015 aumentou a violência contra os profissionais de comunicação na América. 

A Organização informa que pelo menos 27 jornalistas foram assassinados no exercício da profissão, em relatório divulgado nesta quinta-feira (24). 

O continente tornou-se uma das regiões mais perigosas do mundo para exercer o jornalismo e as agressões mais graves, como o assassinato e o rapto, tornaram-se uma das piores formas de censura, diz a comissão no seu relatório anual sobre a liberdade de expressão. 

No Relatório da Liberdade de Expressão da Comissão exprimiu-se a preocupação pelos 27 assassinatos de jornalistas “em circunstâncias que poderiam estar relacionadas com a sua profissão”, além de mais 12 casos em que não foi possível determinar o vínculo com a profissão.

A comissão, com sede em Washington, considerou “alarmante” que, pelo terceiro ano consecutivo, tenha crescido o número de assassinatos de jornalistas, uma vez que em 2014 foram registrados 25 homicídios e 18 em 2013. Os países onde houve assassinatos de jornalistas em 2015 foram Brasil, Honduras, México, Colômbia, Guatemala, República Dominicana, Estados Unidos e Paraguai. Na sua maioria, os jornalistas assassinados cobriam temas relacionados com o crime organizado, a corrupção política ou eram vozes firmes em suas comunidades.

“Mantêm-se elevados índices de impunidade em muitos países, apesar da identificação dos autores materiais e morais destes crimes, o que provoca um efeito inibitório generalizado, que limita o direito à liberdade de expressão em zonas inteiras do continente”, lamentou a comissão.

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