Você gostaria de ser pago para compartilhar vídeos do YouTube?

Publicado em 06/07/2016, às 15h53

Redação


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Faz tempo que produzir vídeos para o YouTube deixou de ser passatempo e virou profissão dos sonhos de toda uma geração. A plataforma de streaming de vídeos mais acessada do mundo revela em seu site que o número de canais que recebem seis dígitos por ano pelo YouTube cresceu 50% ao ano. A publicidade é a principal fonte de monetização dos vídeos produzidos, todas as 100 principais marcas globais usaram os anúncios TrueView no ano passado.

A Forbes revelou a lista dos 10 YouTubers mais bem pagos do ano anterior, base até junho de 2015. A primeira posição é do sueco de 26 anos Felix Kjellberg, identificado no YouTube como PewDiePiee faturou nada menos que US$ 12 milhões. Seus vídeos são de gameplay e conta com mais de 45 milhões de inscritos no canal. Atrás do gamer, aparecem os canais Smosh e Fine Brothers, ambos faturaram US$ 8,5 milhões.

No Brasil, o canal Porta dos Fundos é o caso de maior sucesso com mais de 12 milhões de inscritos. Estima-se que seu faturamento alcançou R$ 3 milhões no primeiro ano, embora a produtora não tenha confirmado. Outro caso de sucesso no país é RezendeEvil, o jovem por trás do canal é Alfonso Rezende, de 19 anos, e contou à Folha de S.Paulo que seus vídeos rendem R$ 1 milhão por ano.

De olho nesse mercado, a startup HubVius promete ganhos reais para os usuários que compartilharem os vídeos em blogs ou redes sociais. O objetivo da jovem empresa é ampliar o alcance dos vídeos e atingir um novo público que hoje está fora do YouTube. Os vídeos serão publicados em uma rede de blogs parceiros e redes sociais. Por exemplo, se o assunto do vídeo é sobre receitas saudáveis, uma página do Facebook de conteúdo relacionado e um blog de culinária podem postar o vídeo para seus seguidores e leitores.

De acordo com Rômulo Costa, fundador da startup, o modelo de negócios beneficia as duas partes. Os produtores de vídeo aumentam o número de acessos ao conteúdo e podem conquistar novos inscritos. No outro lado, os blogs e influenciadores digitais utilizam de recursos multimídia para agregar valor na matéria além de ficar com uma porcentagem do lucro gerado, o que antes não era possível.

“Há muita dificuldade para conseguir as primeiras visualizações do vídeo, mesmo que você tenha um conteúdo bom que é essencial para se destacar no meio de tantos outros. Quem mais sofre são os youtubers que estão começando. A prática de parceria com blogs já é conhecida, mas muitas vezes não é bem-sucedida por falta de experiência, por não encontrar o nicho certo, não conseguir comunicação com os responsáveis e até mesmo por não oferecer algo relevante em troca. Nós queremos facilitar essa negociação de forma profissional e justa para os dois lados.”, afirma Costa.

O pagamento da rede de parceiros vem da publicidade contida nos vídeos e controlada pelo Google, dona do YouTube. Então, quanto maior visibilidade a recomendação atingir, maiores os ganhos. “Criamos essa medida para proteger também o youtuber, pois ele só investe se realmente lucrar com isso”, explica Costa. A startup fica com uma comissão da transação.

As funcionalidades não estão disponíveis ao público. A startup está em fase de busca de sites, blogs e influenciadores parceiros. As funções serão liberadas primeiro aos blogs, influenciadores e pessoas com forte engajamento em qualquer rede social, como administradores de página do Facebook. No entanto, a empresa também planeja abrir as funções para todos os usuários que desejam lucrar com o compartilhamento e os interessados podem se cadastrar desde agora no site da empresa.


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