Você já ouviu falar em cão de suporte emocional e que salva vidas?

Publicado em 18/03/2026, às 06h40
Emely e Zeus na praia - Arquivo pessoal

Deisy Nascimento

 

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Os cães de suporte emocional (também chamados de Emotional Support Animals – ESAs) são animais que ajudam a melhorar o bem-estar psicológico de uma pessoa, oferecendo companhia, conforto e redução de sintomas de ansiedade, depressão e outros transtornos. Em Maceió há diversos bichinhos de estimação que ajudam pessoas que estão passando por diversos tratamentos ligados a saúde mental, seja para ajudar a tratar a ansiedade ou depressão ou para dar apoio a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Em conversa com a fonoaudióloga Emely Ramos, ela falou do cão Zeus que faz parte da sua vida e da sua história de uma forma muito profunda. Segundo ela, o Zeus foi o grande responsável por ela entrar no mundo do comportamento canino e por tudo que eu construiu hoje. “Mais do que isso, ele é meu cão de suporte emocional. Ele está comigo nos momentos mais difíceis, principalmente nas minhas crises de ansiedade, me ajudando a regular, a me acalmar. Então, o papel dele na minha vida vai muito além de qualquer definição técnica”, explicou.

Zeus enfrenta um problema de saúde

Zeus está atualmente com quatro anos e quatro meses de vida e há algum tempo enfrenta um desafio importante com relação a sua saúde. O Zeus tem uma condição autoimune, já levantada pelo ortopedista, que afeta principalmente a parte ortopédica. “A gente já investigou bastante, fez diversos exames, fomos até São Paulo para biópsia, foi um processo longo e intenso. Sempre que ele tem alguma intercorrência, isso impacta diretamente os seus movimentos, principalmente das patas, podendo até ter perda de mobilidade. Mas ele responde muito bem ao tratamento, especialmente com corticoide e antibiótico. Então, mesmo sem um diagnóstico fechado com um nome específico, hoje a gente consegue controlar bem a condição e dar qualidade de vida pra ele”, disse Emely.

Ser pitbull

Cães da raça pitbull são temidos por muitos e a Emely contou da sua relação com ele.

“Existe muito preconceito em cima da raça pitbull. Muita gente acredita que o problema está no cão, quando, na verdade, a gente precisa olhar para a responsabilidade humana. O pitbull não é um cão para qualquer pessoa, assim como várias outras raças também não são. Hoje, cães desta raça se tornaram muito acessíveis, e muitas vezes as pessoas adquirem sem preparo, sem conhecimento e sem entender o nível de investimento emocional, de tempo e de educação que esse animal exige”.

Ramos complementa que “a gente já começa a ver isso acontecer com outras raças também, como o Golden Retriever, que por muito tempo foi visto como o ‘cão perfeito’, mas hoje já aparece em casos de reatividade e até abandono. A diferença é que o pitbull tem uma potência física muito maior, então qualquer erro de manejo ganha uma proporção muito maior também”.

A tutora relata que O Zeus é exatamente o contrário disso tudo que as pessoas imaginam. E isso não é por acaso. Tem genética, sim, mas tem principalmente escolha, manejo, educação e responsabilidade. “Eu acredito muito que trazer histórias como a dele ajuda a desmistificar e, principalmente, a conscientizar. Porque no final, não é sobre a raça. É sobre quem está do outro lado conduzindo esse animal”, concluiu.

Linda história né gente?

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