WhatsApp foi hackeado? Entenda o caso que envolveu programa de espionagem

Publicado em 08/02/2025, às 08h18
- ReproduçãoWidexl

TechTudo

O WhatsApp denunciou, no fim de janeiro, que jornalistas e cidadãos de diversos países foram alvos de um ataque hacker por meio do programa de espionagem da Paragon Solutions. A Meta afirmou que a invasão às contas foi interrompida em dezembro de 2024, mas não sabe por quanto tempo essas pessoas foram espionadas. Além disso, a empresa declarou que os usuários afetados tiveram seus dados possivelmente comprometidos. Ainda não há informações sobre os responsáveis pelo ataque ou seus motivos. Desenvolvido em Israel, o software Paragon é comercializado pelo país para outros governos, incluindo os Estados Unidos.

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Ao todo, 90 pessoas, entre jornalistas e ativistas civis de diversos países — incluindo os Estados Unidos —, foram vítimas do ataque, classificado pela Meta como "sofisticado". Segundo a big tech, o invasor utilizou o spyware Graphite e uma tática conhecida como "zero-click", na qual arquivos infectados são enviados para as vítimas e se instalam no dispositivo sem que o usuário precise clicar em algum link. 

Reação do WhatsApp

Assim que tomou conhecimento dos ataques, o WhatsApp enviou uma carta de "cessar e desistir" para a Paragon. No documento, a Meta exigia expressamente que a empresa israelense interrompesse suas atividades de espionagem e afirmou estar tomando todas as medidas legais cabíveis.

"O WhatsApp interrompeu uma campanha de spyware da Paragon que tinha como alvo vários usuários, incluindo jornalistas e membros da sociedade civil. Entramos em contato diretamente com as pessoas que acreditamos terem sido afetadas. Este é o exemplo mais recente de por que as empresas de spyware devem ser responsabilizadas por suas ações ilegais. O WhatsApp continuará a proteger a capacidade das pessoas de se comunicarem de forma privada", declarou um porta-voz da Meta.

Desdobramentos

Embora os nomes dos hackeados não tenham sido divulgados, o jornal britânico The Guardian reportou que a empresa responsável pela Paragon rompeu um contrato com a Itália. Segundo a reportagem, três italianos — um jornalista investigativo e dois ativistas — estão entre as supostas vítimas da espionagem.

Até o momento, no entanto, a Paragon Solutions não se pronunciou sobre a invasão no WhatsApp e nem sobre a quebra de contrato com o governo da Itália.

O que é a Paragon Solutions?

A Paragon Solutions é uma startup israelense especializada em vigilância digital. A empresa diz oferecer "ferramentas, equipes e orientações baseadas na ética" para combater ameaças digitais. Seus principais clientes são forças de seguranças e governos — a Paragon afirma que vende seus serviços apenas para "países com democracia estável".

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