Veja como transformar o planejamento em um método dinâmico, estratégico e alinhado à rotina
Organizar o tempo é uma das etapas centrais da preparação para provas e vestibulares, especialmente no início do ano. Segundo André Ricardo de Castro, autor do Fibonacci Sistema de Ensino, o primeiro passo para um planejamento estratégico eficaz é compreender a distância para alcançar o objetivo.
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Ou seja, é preciso que o aluno tenha bem-definidos quais vestibulares prestará e quais recursos estão disponíveis para sua evolução acadêmica em relação a essa meta, bem como simulados, provas anteriores ou atividades complementares. De acordo com ele, esse mapeamento ajuda o candidato a visualizar melhor como será sua trajetória ao longo do ano.
O segundo passo, para o especialista, é estabelecer uma meta numérica de resultados a serem alcançados até o fim do ano. Segundo ele, essa é uma estratégia que pode diminuir a ansiedade e mensurar a evolução do aluno, dia após dia, até alcançar o resultado desejado. “A melhor forma de monitorar esses resultados numéricos é por meio da realização de simulados, pois permite que o estudante identifique os conteúdos que possui mais dificuldade e se familiarize com o modelo da avaliação”, afirma.
Para Igor Vieira, coordenador do Colégio pH e autor do Sistema de Ensino pH, “uma boa gestão do tempo permite distribuir o enorme volume de conteúdo ao longo dos meses, evitar acumular tudo na reta final, reduzir estresse e manter equilíbrio com escola, trabalho e vida pessoal”.
Para ajudar os estudantes a adotarem um planejamento eficiente e estruturado para 2026, Igor Vieira lista cinco dicas fundamentais para montar um cronograma ativo. Confira abaixo!
O primeiro passo é entender o tempo que existe no dia a dia do estudante, e não o que ele gostaria que existisse. Mapear horários fixos, momentos de maior energia, deslocamentos e tarefas inevitáveis evita planos idealizados e frustrações futuras. Essa etapa também ajuda a criar um cronograma sustentável, que já nasce flexível e capaz de acomodar descanso e imprevistos.
Um cronograma ativo não distribui matérias de forma aleatória. Ele organiza conteúdos em metas semanais, mensais e gerais, permitindo que o aluno observe sua evolução e ajuste o percurso, em caso de necessidade. Essa lógica torna o estudo mais estratégico e orientado ao progresso real. “As metas de curto prazo organizam a semana, as de médio prazo guiam a evolução mensal, e as de longo prazo conectam a rotina ao objetivo final”, destaca Igor Vieira.

Questões, simulados, retomada de memória, explicações próprias e análise de erros devem ser o centro do processo, não um complemento. É o estudo ativo que revela lacunas e mostra onde os blocos precisam ser realocados. Um cronograma dinâmico é aquele que se atualiza conforme os resultados, reforçando disciplinas críticas e mudando estratégias sempre que necessário.
Trabalhar apenas disciplinas difíceis pode gerar desgaste, enquanto focar apenas as fáceis compromete rendimento. O ideal é alternar conteúdos, criando blocos menores que combinam desafios com áreas de maior domínio. Segundo Igor Vieira, “quem passa não é quem estuda mais, mas quem estuda melhor”, e isso inclui manter constância, preservar motivação e garantir revisões regulares.
Um planejamento ativo não é rígido: ele é vivo. Revisar o cronograma semanal ou quinzenalmente permite realocar cargas, corrigir falhas e acompanhar o progresso de forma honesta. Ao mesmo tempo, descanso e lazer devem ser tratados como elementos estruturais do estudo, não como recompensa. “Proteger o sono, intercalar blocos com pausas curtas e manter atividades físicas ajuda a evitar esgotamento e melhorar a consolidação da memória”, aponta.
Por Patrícia Martins Buzaid
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