O rastreamento adequado da doença permite tratamentos menos agressivos e maior preservação da qualidade de vida
No Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, especialistas reforçam a importância do rastreamento para o diagnóstico precoce do câncer de mama, doença que deve registrar 73.610 novos casos por ano no Brasil, segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA). No Brasil, o tumor é o mais incidente entre mulheres e, quando identificado em fases iniciais, apresenta mais de 90% de chance de cura.
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Segundo Cinthia Moreira, mastologista, ginecologista e obstetra do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas, a mamografia segue como o principal exame para detectar alterações ainda imperceptíveis ao toque. “O rastreamento adequado permite tratamentos menos agressivos e maior preservação da qualidade de vida”, afirma.
Apesar dos avanços tecnológicos, como o uso da inteligência artificial na análise das imagens – que melhora a detecção especialmente em mamas densas –, muitas mulheres ainda adiam o exame por medo ou desinformação. Para diminuir a resistência contra o exame, confira os principais mitos e verdades sobre a mamografia e o câncer de mama!
Mito. Apenas 5% a 10% dos casos estão ligados a mutações hereditárias. A maioria dos casos não conseguimos identificar uma causa específica. É importante ressaltar que há fatores que aumentam a predisposição para o câncer, como obesidade, ingesta de bebida alcoólica e tabagismo, mas, na maioria das pacientes, é multifatorial.
Mito. Embora seja o exame principal, em alguns casos precisa ser complementada por ultrassonografia, tomossíntese (mamografia 3D) ou ressonância magnética.
Mito. As sociedades médicas indicam iniciar aos 40 anos para todas as mulheres. Caso haja algum fator de risco, deve-se iniciar até antes dos 40 anos, mas a decisão deve ser individualizada com o médico.
A oncologista do Hospital Nove de Julho, Bruna Zucchetti, alerta que o exame clínico também é fundamental. “Alterações na pele da mama, secreção pelo mamilo ou nódulos devem ser investigados imediatamente, mesmo quando a mamografia recente é normal”, afirma.

Mito. A dose utilizada é extremamente baixa e segura, e os benefícios do rastreamento superam qualquer risco teórico.
Mito. Embora raro, cerca de 1% dos casos ocorre em homens, que também devem estar atentos aos sinais.
Verdade. A sobrevida ultrapassa 90% em cinco anos, permitindo terapias menos invasivas e maior preservação da autoestima e da qualidade de vida.
As especialistas destacam ainda cuidados simples no dia do exame, como evitar o uso de desodorante, perfume ou cremes nas mamas e axilas, além de agendar a mamografia preferencialmente após o período menstrual, quando há menor sensibilidade.
“O câncer de mama é potencialmente curável. A prevenção começa com o rastreamento e com o acompanhamento médico regular. Quanto mais cedo for descoberto, maiores são as chances de cura”, finaliza Bruna Zucchetti.
Por Aline Zuliani
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