6 tipos de cobertura para áreas externas

Arquiteto elenca soluções para diferentes necessidades e estilos de projetos

Publicado em 04/02/2026, às 16h30
A cobertura garante proteção, bem-estar térmico, consumo energético e até identidade à construção (Projeto: BMA Studio | Imagem: Guilherme Pucci)
A cobertura garante proteção, bem-estar térmico, consumo energético e até identidade à construção (Projeto: BMA Studio | Imagem: Guilherme Pucci)

Por Redação EdiCase

Ter um espaço ao ar livre é um convite para aproveitar melhor a casa, mas as variações do clima costumam impor limites. Calor intenso, chuvas inesperadas e até a incidência direta do sol podem reduzir o uso dessas áreas se não houver uma solução adequada.

Nesse cenário, a cobertura passa a ser um elemento estratégico no projeto, garantindo proteção, bem-estar térmico, consumo energético e até identidade à construção. “Não existe uma cobertura melhor do que a outra, mas, sim, aquela que faz mais sentido para cada projeto, sempre considerando o uso do espaço, clima, arquitetura e o estilo de vida dos moradores”, explica o arquiteto Bruno Moraes, à frente do BMA Studio.

A seguir, ele elenca 6 tipos de cobertura para diferentes necessidades e estilos de projeto. Confira!

1. Estrutura de madeira e telhas de barro

Área gourmet com telhado de barro e parede branca
As telhas de barro contribuem com o frescor dos ambientes internos (Projeto: BMA Studio | Imagem: Guilherme Pucci)

Uma das escolhas mais clássicas na arquitetura brasileira, especialmente em projetos residenciais, são as telhas de barro. Duráveis e ótimas para absorver calor, elas contribuem com o frescor dos ambientes internos, mesmo nas regiões de clima predominante quente.

Além da eficiência, carregam um valor afetivo e cultural que as tornaram atemporais nos projetos. “Hoje, temos versões mais precisas, com encaixes aprimorados e variações de acabamento, mas a essência segue a mesma”, ressalta Bruno Moraes.

2. Telhas translúcidas

Área gourmet com telha de barro e telha translúcida, com bancadas azuis e paredes brancas
As telhas translúcidas priorizam a iluminação natural e a redução do consumo energético (Projeto: BMA Studio | Imagem: Guilherme Pucci)

Menos comuns, as telhas translúcidas são semelhantes às telhas de barro, porém priorizam mais a iluminação natural e a redução do consumo energético. O profissional explica que são muito adotadas em áreas de serviço, corredores, garagens e áreas externas cobertas.

Mas seu desafio está na dosagem. O uso pontual e estratégico das telhas translúcidas é o que garante o resultado sem comprometer a eficiência térmica, especialmente quando combinadas com outros materiais.

“Ela precisa ser pensada como um recurso arquitetônico, não apenas funcional. Quando empregada com critério, transforma a percepção da área externa e melhora a experiência cotidiana”, destaca o profissional.

3. Coberturas de vidro

Banheira em área externa com cobertura de vidro
As coberturas de vidro permitem entrada de luz natural e criam uma conexão direta entre interior e exterior (Projeto: BMA Studio | Imagem: Mariana Orsi)

As coberturas de vidro representam uma escolha altamente valorizada nos projetos contemporâneos, pois permite máxima entrada de luz natural e cria uma conexão direta entre interior e exterior, especialmente em jardins, pátios internos, áreas gourmet e varandas.

Com o avanço da tecnologia, o vidro passou a oferecer ainda mais segurança com opções laminadas, temperadas e de controle solar. “Esteticamente, o material confere leveza à estrutura e valoriza a arquitetura, resultando em ambientes luminosos e visualmente amplos. A atenção maior fica por conta da especificação correta e da integração com sistemas de ventilação e sombreamento”, comenta Bruno Moraes.

4. Coberturas artesanais

Área gourmet com cobertura artesanal, paredes brancas, mesas de madeira e cadeiras verdes
As coberturas artesanais resgatam técnicas tradicionais e imprimem um forte caráter sensorial aos espaços (Projeto: BMA Studio | Imagem: Guilherme Pucci)

As coberturas artesanais, feitas de fibras naturais como palha, bambu ou tramas de fibras sintéticas com aparência natural, resgatam técnicas tradicionais e imprimem um forte caráter sensorial aos espaços. Além do apelo estético, oferecem bom desempenho na filtragem da luz, concebendo sombras suaves e um ar mais natural.

5. Uso híbrido

área externa com telhado de barro, telha translúcida e cobertura de vidro. Abaixo, uma bancada branca com cadeiras de madeira
O uso híbrido de coberturas permite extrair o melhor desempenho de cada sistema (Projeto: BMA Studio | Imagem: Guilherme Pucci)

Outra tendência atual é o uso híbrido de coberturas, combinando diferentes materiais em um mesmo projeto, como as coberturas de barro com as de vidro da imagem acima. Essa estratégia permite extrair o melhor desempenho de cada sistema ao equilibrar luz, ventilação, conforto térmico e estética.

“É comum, por exemplo, associar telhas de barro com trechos translúcidos, ou estruturas metálicas com painéis de vidro. O resultado são espaços mais dinâmicos, adaptáveis às diferentes funções e horários de uso”, explica.

6. Coberturas móveis

Área externa com cobertura de vidro, banheira branca e cadeira de couro na cor bege
As coberturas móveis são uma das soluções mais desejadas devido à sua flexibilidade (Projeto: BMA Studio | Imagem: Mariana Orsi)

Por fim, as coberturas móveis vêm se destacando como uma das soluções mais desejadas, especialmente em áreas externas como rooftops e espaços gourmet, devido ao potencial flexível de poder abrir ou fechar o ambiente conforme o clima, a incidência solar ou o tipo de uso.

Esses sistemas podem ser compostos por estruturas metálicas com painéis retráteis de vidro, policarbonato ou tecidos técnicos, na maioria das vezes automatizados. Assim, o espaço se transforma ao longo do dia, oferecendo proteção em dias chuvosos e abertura total em momentos de clima agradável.

“Recomendo sempre orçar esse tipo de solução com um profissional especializado. Além da qualidade do acabamento, isso evita dores de cabeça futuras, como infiltrações ou até danos a equipamentos e mobiliário”, finaliza Bruno Moraes.

Por Emilie Guimarães

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