“A tia bateu no bumbum”, diz criança de 2 anos autista após suspeita de agressão

Caso envolve menino autista que apresentou regressão comportamental e marcas no corpo; Ministério Público abriu investigação

Publicado em 18/03/2026, às 15h38
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Por Yasmin Gregorio*

Uma criança de 2 anos com autismo foi supostamente agredida em uma instituição terapêutica em Teotônio Vilela, Alagoas, após a mãe encontrar marcas no corpo do filho e ele relatar que 'a tia bateu no bumbum'. O caso gerou uma investigação sobre possíveis maus-tratos e violações de direitos.

As lesões foram notadas pela mãe durante o banho, e a criança apresentou mudanças comportamentais, como medo e resistência ao contato com mulheres, após ser transferida para outra turma na instituição.

A unidade negou as agressões, mas um relatório indicou comportamento evasivo de uma funcionária. O Ministério Público de Alagoas e o Conselho Tutelar estão acompanhando o caso, que resultou em um boletim de ocorrência e a suspensão da frequência da criança na instituição.

Resumo gerado por IA

Uma criança de 2 anos, diagnosticada com Trastorno do Espectro Autista (TEA), alega ter sido vítima de agressão em uma instituição de acompanhamento terapêutico em Teotônio Vilela, no interior de Alagoas. O caso passou a ser investigado após a mãe identificar marcas no corpo do filho. Ao ser questionado, a criança teria dito, em meio a choro, que “a tia bateu no bumbum”.

Segundo informações, a suspeita surgiu quando a mãe da criança percebeu lesões avermelhadas nas nádegas do filho durante o banho. Além das marcas, a criança passou a apresentar mudanças no comportamento, com sinais de medo, isolamento, recusa em tomar banho e resistência ao contato com mulheres.

Inicialmente, a unidade negou qualquer tipo de agressão. No entanto, um relatório aponta que uma profissional apresentou comportamento considerado evasivo ao ser questionada. Ela teria informado que realizou a troca de fraldas da criança no período em que o suposto episódio pode ter ocorrido.

De acordo com informações do Conselho Tutelar, as alterações no comportamento começaram após a transferência da criança de turma dentro da instituição, onde realizava acompanhamento semanal. Diante da situação, a família decidiu suspender imediatamente a frequência do menino no local.

Um boletim de ocorrência foi registrado e o caso passou a ser investigado. A suspeita é de maus-tratos, além de possíveis violações de direitos previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e na legislação de proteção às pessoas com deficiência.

O caso também passou a ser acompanhado pelo Ministério Público de Alagoas, que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da denúncia após comunicação do Conselho Tutelar.

*Sob supervisão da editoria

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