O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, foi punido com oito jogos de suspensão pelo STJD devido a expulsões em partidas do Campeonato Brasileiro, incluindo seis jogos por ofensas ao árbitro durante um clássico contra o São Paulo.
A decisão foi baseada no histórico de expulsões do treinador, que foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva, evidenciando um padrão de comportamento inadequado e desrespeitoso em relação à arbitragem.
Abel já cumpriu duas partidas de suspensão e sua defesa planeja recorrer da decisão, buscando um efeito suspensivo, enquanto a presidente do clube defende uma postura mais respeitosa em relação à arbitragem.
O técnico do Palmeiras, Abel Ferreira, levou uma punição pesada no STJD por causa das expulsões em jogos do Brasileiro. Somando dois processos, pegou oito jogos de suspensão.
Apenas no caso envolvendo o clássico contra o São Paulo, o treinador levou seis jogos de gancho.
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Ele ainda foi julgado pela expulsão contra o Fluminense, que rendeu mais dois jogos de suspensão.
Todas as decisões desta quinta-feira (9) foram em primeira instância e, portanto, são passíveis de recurso.
Abel já cumpriu duas partidas -a automática de cada uma das suspensões.
COMISSÃO PEGA PESADO
O julgamento do caso aconteceu na segunda comissão disciplinar. E ficou claro que Abel foi julgado pelo conjunto da obra e o histórico de expulsões no futebol brasileiro.
Nos dois casos, o técnico português foi enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê gancho a quem agir de forma contrária à ética desportiva.
Especificamente sobre a expulsão contra o São Paulo, a súmula relatou que Abel chamou o árbitro Anderson Daronco de "cagão".
A procuradoria ainda trouxe um vídeo dublado por Gustavo Machado publicado nas redes sociais para mostrar que Abel soltou um "filho da p...", algo que gerou contestação do advogado do técnico palmeirense.
De todo modo, os auditores mostraram disposição de punir Abel Ferreira de forma dura. No caso, os seis jogos representam a pena máxima do artigo.
"Essas manifestações de forma inequívoca mostram que a conduta não se limitou a um fato isolado, mas foi de forma reiterada, contínua. Esse inconformismo veio com linguagem ofensiva, postura hostil, inclusive após a aplicação da sanção disciplinar. A súmula, somada aos fatos notórios, confirma que estamos diante de um comportamento reiterado de descontrole e enfrentamento à arbitragem. A conduta evidencia padrão de comportamento incompatível", disse a relatora do caso, a auditora Ana Ralil.
Depois, a expulsão de Abel Ferreira no jogo contra o Fluminense entrou em pauta, rendendo mais dois jogos de gancho ao técnico do Palmeiras. Na ocasião, ele contestou uma marcação de lateral.
Segundo a súmula do árbitro Felipe Fernandes de Lima, Abel foi expulso ao "se dirigir a assistente Fernanda Gomes Antunes e ao 4º árbitro Luis Tisne de forma ríspida, grosseira e gesticulando com os braços e batendo palmas de forma irônica e proferindo as seguintes palavras de forma acintosa: "você é cega não viu que o lateral era para nosso time c..., vocês nunca veem nada p...".
A conduta do técnico Abel Ferreira é marcada pela alta competitividade, um treinador que ganha títulos. Mas igualmente tem reclamações frequentes e um número elevado de cartões desde a sua chegada. As sanções anteriormente aplicadas não foram suficientes para inibir a conduta. Não se pode admitir a normalização de comportamentos dessa natureza. (...) A própria presidente do clube, diga-se de passagem, uma mulher admirável, tem se posicionado no sentido de afastar manifestações públicas exacerbadas contra a arbitragem, privilegiando a utilização de canais institucionais adequados para a solução de eventuais inconformismos, acrescentou a auditora Ana Ralil.
A defesa de Abel vai recorrer da decisão e tentará um efeito suspensivo.
Na semana passada, a mesma comissão puniu Carrascal, do Flamengo, por quatro jogos de suspensão pela expulsão na Supercopa, contra o Corinthians. O Flamengo já conseguiu efeito suspensivo.
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