Vítima é Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos. Erros de português em mensagens levaram família a registrar sumiço da corretora. Em um apartamento, policiais encontraram duas malas com pertences da mulher.
O corpo esquartejado encontrado em Major Gercino foi identificado como sendo de Luciani Aparecida Estivalet Freitas, corretora de imóveis de 47 anos, que estava desaparecida desde o início do mês. A confirmação da identidade trouxe à tona a brutalidade do crime, que gerou comoção e revolta entre familiares e a comunidade.
A Polícia Civil investiga o caso e aponta que Luciani foi morta entre os dias 4 e 5 de março, com o corpo sendo mantido em seu apartamento até o dia 7. A investigação revelou que cinco suspeitos estão envolvidos, incluindo uma mulher de 47 anos que foi presa por receptação de bens da vítima.
As autoridades monitoraram compras feitas com o CPF da corretora após seu desaparecimento, levando à descoberta de pertences dela em uma pousada. A polícia continua a investigação para esclarecer a dinâmica do crime e a possível motivação, que pode envolver mais do que apenas um crime patrimonial.
O corpo encontrado esquartejado em Major Gercino, no Vale do Rio Tijucas, na Grande Florianópolis, é da corretora de imóveis gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, confirmou a Polícia Civil nesta sexta-feira (13). A vítima morava sozinha e estava desaparecida desde o início do mês.
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"Absolutamente nada justifica uma crueldade dessa", diz um familiar que prefere não ser identificado.
O corpo estava sem cabeça, pés e braços e foi encontrado por moradores, que viram um saco suspeito dentro de um córrego e chamaram a polícia. Os materiais genéticos foram submetidos a exames laboratoriais, como análises de DNA.
"O conjunto de informações colhidas permitiu apontar que o tronco de um corpo feminino encontrado na cidade de Major Gercino, no dia 9, com sinais de esquartejamento e desmembramento, era o da vítima Luciane", afirma a Polícia Civil de SC.
Segundo a Polícia Civil de SC, Luciani teria sido morta entre os dias 4 e 5. O corpo permaneceu até a madrugada do dia 7 no apartamento da vítima, quando foi retirado, aponta a polícia.
"A investigação continua, no intuito de colher outros elementos, porém, a dinâmica e a autoria desses crimes de latrocínio e de ocultação de cadáver já foram esclarecidos", complementa a polícia.
Conforme a investigação, há cinco suspeitos de envolvimento no crime: uma mulher de 30 anos, um homem de 27 anos, o irmão dele, adolescente de 14 anos, a mãe dos dois, e Ângela Maria Moro, de 47 anos, presa na quinta (12) por receptação ao ser encontrada com pertences da vítima.
Investigação rastreou compras feitas em nome da desaparecida
De acordo com a investigação, após o desaparecimento da corretora, compras teriam sido feitas utilizando o CPF da vítima. A partir dessas informações, a Polícia Civil passou a monitorar os endereços de entrega dos produtos, todos localizados em Florianópolis.
Durante o monitoramento, os policiais abordaram um adolescente de 14 anos que buscava algumas das encomendas. Ele afirmou que os produtos seriam destinados ao irmão.
Com base nesse relato, os agentes foram até uma pousada, onde encontraram a suspeita, que se apresentou como responsável pelo local.
Em um dos apartamentos da pousada, os policiais encontraram duas malas com pertences da corretora, além de diversos itens comprados em nome dela, como dois arcos de balestra, um controle de videogame e uma televisão. O carro da corretora, um HB20, também foi encontrado na pousada.
Depoimentos também indicaram que objetos da vítima teriam sido escondidos e que houve tentativas de dificultar o trabalho da polícia. Para o Ministério Público, os fatos apontam que o caso vai além de um crime patrimonial.
Erros gramaticais levantaram suspeita
Segundo Matheus Estivalet Freitas, Luciani mora sozinha e mandava mensagens todos os dias para a família. O último contato com ela ocorreu em 4 de março.
Na segunda-feira, no entanto, após receber mensagens suspeitas enviadas pelo celular da corretora — repleta de erros gramaticais —, a família decidiu registrar o desaparecimento na polícia.
Em uma delas, Luciani diz que está bem, mas que estaria sendo perseguida por um ex-namorado (veja abaixo).

De acordo com o irmão, Luciani atua como corretora e administradora de imóveis na praia do Santinho, área turística no Norte da Ilha.
Após as mensagens recebidas pela família, a proprietária de um imóvel administrado por ela há dois anos também afirmou ter recebido mensagens suspeitas após atraso no pagamento de faturas.
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