Abuso e terror: mãe adotiva espancava e mantinha irmãos presos em gaiolas

Susan Rae Helton foi condenada a 40 anos de prisão e terá que cumprir pelo menos 20 antes em regime fechado; ela acusava as vítimas de serem 'ladrões de comida'

Publicado em 13/02/2026, às 23h46
Divulgação/Gabinete do Promotor Criminal do Condado de Comal/Facebook
Divulgação/Gabinete do Promotor Criminal do Condado de Comal/Facebook

Por Extra Online

Dois adolescentes foram mantidos em condições desumanas sob a tutela de Susan Rae Helton no Texas, sendo espancados e confinados em gaiolas por cinco anos, o que resultou em graves consequências físicas e psicológicas para as vítimas.

As investigações revelaram que os irmãos, agora jovens adultos, estavam severamente desnutridos e apresentavam sinais de abuso, com relatos de que eram punidos com longos períodos de confinamento por supostas 'faltas' como roubar comida.

Susan Rae foi condenada a 40 anos de prisão por lesão contra menores, com a obrigação de cumprir pelo menos metade da pena em regime fechado antes de poder solicitar liberdade condicional, enquanto as autoridades continuam a investigar o caso.

Resumo gerado por IA

Dois adolescentes foram espcancados e mantidos presos em caixas, improvisadas como gaiolas, durante os 5 anos em que estiveram sob a tutela de Susan Rae Helton, de 53 anos, no Texas (EUA). Susan Rae se tornou mãe adotiva de oito crianças, mas abusava de um casal de irmãos, de 13 e 14 anos à época, que eram acusados por ela de ser "ladrões de comida".

A história de maus-tratos veio à tona na quinta-feira (12/2), mas segundo o veículo "The Sun", há relatos de denúncias de 2018 feitas pelo Serviço de Proteção à Criança dos EUA.

Os irmãos, uma menina de 14 anos e um menino de 13, hoje jovens adultos, foram encontrados gravemente desnutridos e com graves sinais de abuso depois de cinco anos sob a tutela de Susan Rae. A mãe adotiva obrigava os dois adolescentes a viver e dormir em gaiolas feitas com portões de segurança para bebês para impedi-los de "roubar comida".

A americana também espancava os adolescentes regularmente com um cinto e os forçava a realizar exercícios excessivos. Neste período, os irmãos ganharam apenas 3 quilos e cresceram 7 centímetros, longe do desenvolvimento de jovens nessa idade.

Todas as crianças que viviam na casa de Susan Rae foram entrevistadas como parte da investigação conjunta realizada pelo departamento de polícia local e pelo serviço de proteção à criança e, segundo as autoridades, todas corroboraram com os relatos e disseram que as vítimas às vezes eram forçadas a permanecer nas gaiolas por até duas ou três semanas seguidas quando estavam "de castigo".

As entrevistas levaram a polícia à casa de Susan Rae, onde os investigadores encontraram as gaiolas. A mãe adotiva admitiu ter submetido os adolescentes ao cárcere privado e ainda tentou justificar o crime, dizendo às autoridades que as crianças eram "viciadas em açúcar" e que, por isso, roubavam comida. Ela também admitiu ter deixado os adolescentes presos por até 18 meses em sequência.

No tribunal, as vítimas relataram pesadelos constantes, relembrando dos tempos de maus-tratos e também contaram sobre os abusos, revelando, inclusive, que se comessem sem a permissão da mãe adotiva, Susan Rae repetia as agressões e os colocava novamente nas gaiolas.

A abusadora foi condenada por quatro acusações de lesão contra menor com grave dano corporal e recebeu 40 anos de prisão. Ela terá que cumprir pelo menos metade da pena em regime fechado, antes de poder solicitar liberdade condicional.

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