por Eberth Lins
Publicado em 07/01/2026, às 13h01
O jornalista Jonnathan Firmino relatou ter sido vítima de um golpe ao comprar um PlayStation 5 em uma promoção online, não recebendo o produto e encontrando apenas um pacote de fubá na entrega. O caso levanta preocupações sobre a segurança nas compras online, especialmente em períodos promocionais.
Firmino fez a compra em um site de ofertas, acreditando na credibilidade da Magazine Luiza, mas enfrentou dificuldades para obter suporte após o pedido ser marcado como entregue, embora não tenha recebido o item. Ele registrou reclamações em plataformas como Reclame Aqui e consumidor.gov, mas não obteve respostas satisfatórias.
Após a frustração com o atendimento, o jornalista decidiu entrar com uma ação no Juizado Especial e filmou o processo de recebimento como precaução. A situação destaca a vulnerabilidade dos consumidores em transações online e a necessidade de maior responsabilidade das empresas envolvidas na entrega de produtos.
O jornalista alagoano Jonnathan Firmino usou as redes sociais para contar ter sido vítima de um golpe após comprar um PlayStation 5 em uma promoção online e não receber o produto adquirido. Conforme o jornalista, no dia 11 de novembro, ele aproveitou uma oferta do período promocional conhecido como 11x11, divulgada em um site de ofertas que acompanha com frequência. Na página, o game estava com preço reduzido e ainda oferecia cashback.
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“Eu só comprei porque vi que quem estava vendendo era uma empresa grande e reconhecida. Mesmo sendo pelo AliExpress, eu não estava comprando de uma loja desconhecida”, relatou.
Jonnathan conta que a compra foi realizada no dia 11, mas o envio só ocorreu no dia 18, algo que ele considerou normal por se tratar de um período promocional. A previsão de entrega era 3 de dezembro, com possibilidade de antecipação. No entanto, no dia 26 de novembro, o pedido entrou em rota de entrega e, no dia seguinte, o sistema foi atualizado como entregue pela transportadora oficial.
"O detalhe que me chamou atenção foi o horário registrado, às 23h40. É um horário bem suspeito para entrega. As transportadoras não costumam fazer entregar nesse horário”, frisou.
Como mora sozinho, o jornalista havia indicado o endereço de um amigo para o recebimento. No dia seguinte, ao perceber que a encomenda não havia chegado, tentou contato com a loja, mas diz que teve todos os atendimentos negados. “Eles diziam que, como a compra foi pelo AliExpress, eu só poderia resolver por lá. Eu não conseguia atendimento pelos canais normais da loja”, contou.
Diante da situação, Jonnathan buscou atendimento pelo chat do AliExpress, abriu reclamações no Reclame Aqui e no consumidor.gov, mas afirma que as respostas foram evasivas e sem solução. No início de dezembro, decidiu ingressar com uma ação no Juizado Especial, mas recebeu o que seria a encomenda no dia 05 de janeiro.
O VÍDEO
O jornalista explicou que decidiu filmar todo o processo de recebimento e abertura da encomenda como medida de precaução, diante do histórico de problemas envolvendo o pedido. E foi surpreendido com o que recebeu. “Depois de tudo o que aconteceu, eu já fui munido de precaução para não enfrentar outro problema. Eu nunca imaginei que ia ter um saco de cuscuz lá dentro, mas imaginei que poderia ser um produto violado, fechado novamente e entregue para mim”, disse.
PEDIDO EXTRAVIADO
Firmino conta que o caso não se resumiu a receber um produto errado logo após a entrega. Segundo ele, houve um período em que o pedido foi dado como extraviado ou entregue em local incorreto, o que levou a empresa a abrir um processo interno chamado de acariação, utilizado quando o consumidor informa que não recebeu a mercadoria.
"Após esse procedimento, a encomenda foi finalmente entregue, mas sem o produto. No lugar do PlayStation 5, havia apenas um pacote de fubá para cuscuz", lamentou.
Outro ponto destacado por Jonnathan é a identificação do conteúdo na embalagem externa. “Na caixa de transporte, por fora, vinha informado que o conteúdo era um PS5. Essas transportadoras trabalham muito com terceirizados. Quando você coloca do lado de fora que tem um produto de alto valor, fica fácil para alguém de má-fé se aproveitar”, complementou.
O TNH1 tentou contato com as empresas, mas não conseguiu até a publicação deste material. O espaço segue aberto para eventuais respostas.
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