A Aldeia Tingui-Botó, em Alagoas, recebeu a 'Ação em Saúde Cardíaca', promovida pela Secretaria Especial de Saúde Indígena, visando fortalecer a assistência em cardiologia devido à alta incidência de cardiopatias na comunidade.
A cardiologista Dra. Viviane Fernandes destacou que as cardiopatias congênitas exigem monitoramento contínuo e intervenções que variam de acompanhamento clínico a cirurgias, sendo o diagnóstico precoce crucial para a qualidade de vida dos pacientes.
A ação representa um avanço na organização da Rede de Atenção à Saúde Indígena, com a realização de exames no território, reduzindo deslocamentos e melhorando a agilidade no tratamento, recebendo apoio e gratidão da comunidade local.
A Aldeia Tingui-Botó, localizada no município de Feira Grande, no interior de Alagoas, recebeu a “Ação em Saúde Cardíaca”, iniciativa promovida pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI), por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena Alagoas/Sergipe.
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A ação teve como objetivo fortalecer a assistência especializada em cardiologia na comunidade, diante da identificação de diversos casos de cardiopatias, especialmente de origem congênita, entre os indígenas Tingui-Botó.
De acordo com o coordenador do DSEI Alagoas/Sergipe, Tanawy Kariri, a iniciativa representa um avanço significativo no cuidado à saúde da população indígena local. “A presença de casos recorrentes de cardiopatias na aldeia reforça a necessidade de acompanhamento contínuo, diagnóstico precoce e encaminhamento oportuno para tratamento especializado”, destacou.
A cardiologista Dra. Viviane Fernandes ressaltou que as cardiopatias congênitas correspondem a alterações estruturais do coração presentes desde o nascimento, podendo comprometer o fluxo sanguíneo e a oxigenação adequada do organismo. Segundo a especialista, o manejo clínico exige monitoramento sistemático, realização de exames complementares, como eletrocardiograma e ecocardiograma, além de avaliação periódica para definição de condutas terapêuticas, que podem variar entre acompanhamento clínico, uso de medicação específica e, em casos indicados, intervenção cirúrgica. “O diagnóstico precoce e o seguimento regular são fundamentais para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, explicou.
A representante do Ministério da Saúde, Helayne Sobral, destacou que a ação reflete o fortalecimento da gestão estratégica e da articulação interinstitucional no âmbito da saúde indígena. “A consolidação de iniciativas como esta demonstra a importância da integração entre gestão, assistência e planejamento. A articulação entre SESAI, DSEI e parceiros locais possibilita não apenas a ampliação do acesso aos serviços especializados, mas também a qualificação da Atenção Primária, com foco na integralidade do cuidado, na resolutividade e na melhoria dos indicadores de saúde da população indígena”, afirmou.
A chefe da Divisão de Atenção à Saúde Indígena (DIASI), Elaine Gamenha, enfatizou que a ação representa um marco na organização da Rede de Atenção à Saúde no território indígena. “Estamos avançando na consolidação de uma Atenção Primária cada vez mais estruturada, capaz de identificar precocemente agravos, estratificar riscos e organizar fluxos assistenciais de forma eficiente. A realização de exames como eletrocardiograma e ecocardiograma no próprio território amplia a resolutividade da equipe, reduz deslocamentos desnecessários e garante maior agilidade na definição de condutas clínicas”, destacou.
Para a cacique Eliziane Campos, a ação representa cuidado, respeito e compromisso com o povo Tingui-Botó. “Recebemos essa iniciativa com gratidão. É importante ver nossa comunidade sendo assistida com atenção e responsabilidade. A saúde do nosso povo é prioridade”, afirmou.
A organização agradece aos parceiros e profissionais voluntários que contribuíram para a realização da ação, reforçando que a articulação interinstitucional é essencial para o êxito das estratégias de promoção, prevenção e recuperação da saúde nas comunidades indígenas.
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