Era para ser apenas um amistoso, mas não foi bem assim no clássico de La Plata, na Argentina.
Era para ser apenas um amistoso, mas não foi bem assim no clássico de La Plata, na Argentina. No duelo entre Estudiantes e Gimnasia, uma pancadaria generalizada entre os jogadores tomou conta do gramado, já nos instantes finais de partida, forçando o encerramento do jogo antes da hora.
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O estopim para a briga foi uma entrada dura de Santiago Ascacibar em Antonio Medina. O juiz Silvio Trucco até expulsou o jogador do Estudiantes pelo carrinho violento por trás, mas os atletas do Gimnasia foram tirar satisfações e, assim que foi dado o primeiro soco, a confusão se instalou.
Em meio ao empurra-empurra, alguns jogadores chegaram a ser agredidos, com chutes, quando já estavam no chão. Um desses foi o goleiro Mariano Andújar, que esteve nas Copas do Mundo de 2010 e 2014 e teve passagens por clubes do futebol italiano - o último deles o Napoli.
Antes disso, porém, o clima já era quente. Nas arquibancadas, a torcida do Gimnasia provocou a do Estudiantes mostrando diversas bandeiras do rival, o que atrasou em dez minutos o início do segundo tempo. Com a bola rolando, o problema se repetiu, e jogo foi interrompido por mais alguns minutos.
Já em campo, Ascacibar também não foi o primeiro expulso. O uruguaio Álvaro Pereira, ex-São Paulo, levantou demais o pé ao afastar uma bola e acertou a cabeça de Faculdo Oreja e levou o vermelho direto. Do lado do Gimnasia, já nos acréscimos, o goleiro Bologna foi mandado para o chuveiro.
Depois de toda a pancadaria, Silvio Trucco decidiu dar como encerrada a partida, com placar de 1 a 0 para o Estudiantes - o gol foi marcado por Carlos Auzqui, ainda no primeiro tempo.
Nos jornais argentinos, a confusão no clássico de La Plata chegou a ser chamada de "escândalo do ano" pelo diário Olé, que cobrou punições do Tribunal Disciplinar argentino a todos os envolvidos.