por Deisy Nascimento
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Cada vez mais presentes em bairros e comunidades, os animais comunitários são aqueles que vivem em espaços públicos, mas recebem cuidados de moradores da região.
Diferente dos animais abandonados, eles possuem cuidadores informais que garantem alimentação, água e, muitas vezes, acompanhamento veterinário.
Além de fazerem parte da rotina da comunidade, esses animais também contribuem para o convívio social e, em muitos casos, ajudam na segurança do local. No entanto, para que estejam realmente protegidos, é necessário seguir alguns cuidados essenciais.
Alimentação adequada e água fresca
A oferta de ração apropriada é fundamental para manter a saúde do animal. Restos de comida temperada devem ser evitados, pois podem causar problemas gastrointestinais. A água deve ser limpa e trocada diariamente, preferencialmente mantida em local protegido do sol e da chuva.
Vacinação e vermifugação são indispensáveis
Assim como animais domiciliados, os comunitários precisam de vacinação regular para prevenção de doenças como cinomose, parvovirose e raiva. A vermifugação também deve ser realizada periodicamente.
Em muitos municípios, há campanhas públicas gratuitas ou de baixo custo, organizadas pelas secretarias de saúde ou por organizações de proteção animal.
Castração: medida de saúde e controle populacional
A castração é uma das principais formas de garantir qualidade de vida aos animais comunitários. O procedimento evita crias indesejadas, reduz brigas e fugas, além de prevenir doenças reprodutivas. Também é uma medida eficaz e humanitária de controle populacional.
Acompanhamento veterinário
Animais que apresentem sinais como magreza excessiva, ferimentos, secreção nos olhos, tosse persistente ou diarreia devem ser avaliados por um médico-veterinário. O acompanhamento periódico ajuda a identificar problemas de saúde precocemente.
Proteção legal
A legislação brasileira protege os animais contra maus-tratos por meio da Lei nº 9.605/1998, que estabelece penalidades para quem praticar abuso ou violência. Além disso, diversos municípios já possuem normas específicas reconhecendo oficialmente a figura do animal comunitário.
Responsabilidade compartilhada
O cuidado com animais comunitários deve ser organizado entre moradores, evitando conflitos e garantindo bem-estar ao animal. A identificação com coleira e a divulgação para adoção responsável também são medidas importantes.
Proteger animais comunitários é uma atitude que demonstra empatia, responsabilidade social e respeito à vida. Com organização e apoio da comunidade, é possível garantir que esses animais tenham saúde, dignidade e segurança.
Para denúncias, entre em contato:
Delegacia de polícia - 190
Centro de Controle de Zoonoses - 82 3312-5485
IMA - Animais silvestres - (82) 98833-9407
Linha anônima para denúncias - 181
Comissão de Bem-Estar Animal da OAB/AL - (82) 99983-1025
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