Maceió se prepara para o Clássico das Multidões, onde CSA e CRB se enfrentam na semifinal do Campeonato Alagoano, com o CSA buscando acabar com um jejum de quatro anos sem chegar à final. A importância da classificação é destacada pelo executivo de futebol do CSA, Carlos Bonatelli, que reconhece que o resultado impactará o planejamento do clube.
O CSA e o CRB empataram em 1 a 1 na fase de grupos, mas Bonatelli acredita que a condição física dos times está equilibrada para a semifinal, que promete ser decidida em detalhes táticos. O dirigente enfatiza que o trabalho coletivo e a identificação dos jogadores com a torcida são diferenciais importantes para o desempenho do time.
Apesar das dificuldades administrativas e da falta de contratações na reta final do estadual, Bonatelli reafirma a confiança no elenco atual e a necessidade de foco nos objetivos do clube. Ele ressalta que a decisão de não contratar foi baseada em orçamento, mercado e confiança no grupo, e que o trabalho contínuo é essencial para o CSA retomar seu protagonismo no futebol.
Maceió vai parar nos próximos dias para receber o Clássico das Multidões pela semifinal do Campeonato Alagoano. Do lado azulino, a preparação tem sido intensa, principalmente para pôr fim à hegemonia do rival e encerrar um jejum de quatro anos sem chegar à decisão estadual.
Em entrevista exclusiva à reportagem, o executivo de futebol do CSA, Carlos Bonatelli, falou sobre a importância da classificação, os desafios enfrentados no dia a dia do clube e também explicou a ausência de contratações nesta reta final do estadual.
O primeiro dos dois jogos entre CRB e CSA acontece nesta quarta-feira (18), às 20h, no Rei Pelé, com mando regatiano. A vaga na final será decidida no sábado (21), às 16h. Ambos os confrontos terão cobertura em tempo real no TNH1.
Questionado se o resultado, independentemente de qual seja, pode impactar o planejamento do clube, Bonatelli foi categórico:
Claro que, de alguma forma, impacta. Sejamos sinceros quanto a isso", iniciou. Ainda assim, o dirigente ponderou que a avaliação do trabalho vai além da classificação ou não.
"O desempenho do trabalho no dia a dia e também em campo, não somente os resultados, mas a entrega, a análise individual e o desempenho coletivo. Essa análise terá muito mais peso, especificamente, do que uma semifinal. Agora, também não sejamos hipócritas em dizer que um clássico não tem peso nas tomadas de decisão."
CSA e CRB se enfrentaram pela 5ª rodada da primeira fase e empataram em 1 a 1, em um jogo movimentado e de tempos distintos, marcado principalmente pela queda física do Regatas, algo admitido, inclusive, pelos próprios atletas após a partida.
Para Bonatelli, porém, o cenário agora é diferente.
Acho que a parte física se igualou, assim como o tempo de trabalho. Não acredito que isso vá fazer a diferença. Deve ser um jogo muito tático, decidido nos detalhes. Estamos nos preparando com variações para que, nesses detalhes, a gente tenha condições de buscar a classificação", avaliou.
Bonatelli também apontou o que considera um diferencial do time nesta semifinal.
"O trabalho diário com a comissão e o grupo de atletas que conseguimos formar. Eles se identificam com o desejo da torcida. Nosso diferencial é seguir trabalhando com coletividade, entrega e competitividade."
Caso a classificação venha, o executivo prega cautela, mas destaca que ela representaria a conquista de um dos dois principais objetivos da temporada. O outro é o retorno à Série C.
"O executivo é só uma peça da engrenagem. Os protagonistas são os atletas e a comissão técnica. Se vier a conquista dessa classificação, a gente vai estar conquistando um objetivo que traçamos", iniciou, mas também ressaltou que não seria um cenário de empolgação desenfreada.
A gente não se empolga com a vitória, nem faz terra arrasada com a derrota. É passo a passo, com serenidade, para alcançar os objetivos do CSA", completou.
"Que as dificuldades não sejam empecilhos para que a gente foque no objetivo". Foi assim que Bonatelli resumiu o momento vivido pelo clube fora de campo.
O dirigente foi sincero ao reconhecer algumas dificuldades do dia a dia, principalmente em razão das mudanças administrativas recentes desde à queda à Série D, mas destacou que o rendimento esportivo tem sido satisfatório.
"O resultado tem sido muito positivo. Diante de 'N' dificuldades, o CSA passou por mudanças políticas, o que impacta a parte administrativa e os processos. Apesar de termos um CT novo, ele ainda é inacabado e precisa de ajustes. Há 'N' coisas a serem resolvidas no dia a dia. As dificuldades são enormes, mas acreditamos que o que tem sido apresentado em campo demonstra que elenco e comissão são capazes de conquistar os objetivos que traçamos."
“A torcida precisa saber disso, sem vender fantasias. Mas que essas dificuldades não sejam empecilhos para que a gente foque no objetivo.
O TNH1 havia antecipado que a diretoria avaliaria a possibilidade de contratações para o mata-mata estadual, especialmente após saídas durante a 1ª fase. No entanto, nenhuma reposição foi feita.
Bonatelli explicou que a decisão foi tomada com base em três fatores: orçamento, mercado e confiança no elenco atual.
Foi uma somatória de situações. Primeiro, pelo limite orçamentário. Depois, pelas possibilidades do mercado diante das posições que acreditamos serem carências do elenco e daquilo que o time tem produzido. A gente chegou a um consenso de que não seria uma contratação capaz de resolver uma carência tão específica nossa", falou.
Por fim, o executivo destacou o que considera essencial para o clube retomar o protagonismo.
Não existe fórmula mágica. É trabalho e muita dedicação. É assim que acreditamos que o CSA pode alcançar seus objetivos e voltar a viver anos de glória como já viveu em anos anteriores.
*Estagiário sob supervisão
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