Anvisa manda apreender tirzepatida produzida de forma irregular

Publicado em 14/03/2026, às 07h50
Imagem meramente ilustrativa - Freepik
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Por Vitor Hugo Batista / Folhapress

A Anvisa determinou a apreensão de produtos manipulados com tirzepatida da empresa El Elyon, proibindo sua comercialização e distribuição, devido à falta de registro sanitário no Brasil e autorização para produção.

A tirzepatida, utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e em estudos para controle de peso, está sob patente até 2036 no Brasil, limitando sua fabricação a empresas autorizadas.

A Anvisa alerta sobre os riscos de produtos não registrados, que podem não garantir a qualidade e segurança necessárias, e a empresa El Elyon não respondeu aos pedidos de comentário sobre a decisão.

Resumo gerado por IA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta sexta-feira (13) a apreensão de produtos que contêm tirzepatida manipulada produzidos pela empresa El Elyon de Manipulação Ltda, cujo registro comercial é de Guarulhos, na Grande São Paulo. A decisão também proíbe a comercialização, a distribuição, a importação, a manipulação e qualquer tipo de propaganda do medicamento.

Segundo resolução publicada pela agência, o produto divulgado como Tirzepatide vinha sendo vendido sem ter registro sanitário no Brasil. Além disso, a empresa responsável pela fabricação não tem autorização de funcionamento da Anvisa para produzir esse tipo de medicamento.

A reportagem procurou a El Elyon no início da noite desta sexta-feira pelo WhatsApp para comentar a decisão da Anvisa. Até a publicação deste texto, porém, a empresa não respondeu às mensagens.

Na prática, a falta de autorização da agência sanitária significa que o produto não passou pelas etapas exigidas para comprovação de qualidade, segurança e eficácia, que incluem avaliação técnica e autorização formal do órgão regulador.

A tirzepatida é uma substância utilizada no tratamento de diabetes tipo 2 e que também tem sido estudada para controle de peso. No mercado internacional, medicamentos com esse princípio ativo têm ganhado notoriedade por seu efeito na redução do apetite e na perda de peso.

No entanto, no Brasil, a substância ainda está protegida por patente válida até 2036, o que restringe sua produção e comercialização a fabricantes autorizados.

A Anvisa alerta que versões manipuladas ou comercializadas sem registro representam risco ao consumidor, já que não há garantia de que o produto contenha a substância correta, na dose adequada ou livre de contaminantes.

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