A Anvisa proibiu a venda e determinou a apreensão de medicamentos injetáveis conhecidos como 'canetas emagrecedoras do Paraguai', que não possuem registro no Brasil, afetando produtos à base de tirzepatida e retatrutida.
Esses medicamentos eram comercializados sem autorização e divulgados em redes sociais, levando a Anvisa a intensificar a fiscalização sobre qualquer pessoa ou entidade que promovesse ou vendesse esses produtos.
Atualmente, a única tirzepatida aprovada no Brasil é o Mounjaro, que foi registrado para diabetes e, posteriormente, para obesidade, enquanto a retatrutida ainda está em fase de testes e não possui aprovação em nenhum país.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a apreensão e proibiu a venda de medicamentos injetáveis, conhecidas como "canetas emagrecedoras do Paraguai", que não têm registro no Brasil.
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Decisão atinge medicamentos à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG e de retatrutida de todas as marcas. A decisão foi publicada nesta quarta-feira (21) no DOU (Diário Oficial da União).
Eles são comercializados sem registro da Anvisa. A agência determinou a apreensão dos produtos e proibiu a comercialização, distribuição, fabricação, importação, propaganda e uso deles.
Agência diz que os medicamentos eram divulgados por perfis de Instagram. "As ações de fiscalização determinadas se aplicam a quaisquer pessoas físicas/jurídicas ou veículos de comunicação que comercializem ou divulguem os produtos", diz a resolução publicada no DOU.
No Brasil, a única tirzepatida aprovada pela Anvisa é o Mounjaro, da farmacêutica Eli Lilly. A princípio o medicamento foi registrado pela agência, em 2023, para o tratamento do diabetes.
Em junho de 2025, a Anvisa ampliou a indicação do Mounjaro para tratamento de obesidade e sobrepeso com comorbidade. Ele só pode ser vendido em farmácias regulamentadas e com receita médica.
Já a retatrudida, também da Eli Lilly, ainda está em fase de testes, ou seja, não está aprovada em nenhum país. O medicamento apresentou resultados inéditos ao promover uma das maiores perdas de peso já vistas em estudos clínicos e ainda reduzir a dor no joelho causada por osteoartrite. Apesar dos resultados animadores, sua eficácia e segurança ainda estão sendo testadas e, portanto, o processo de aprovação regulatória junto à agências reguladoras sequer foi iniciado.
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