Anvisa rejeita novos registros de canetas emagrecedoras de semaglutida e liraglutida

Publicado em 13/04/2026, às 13h40
Imagem meramente ilustrativa - Freepik
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Por Folhapress

A Anvisa rejeitou três pedidos de registro de canetas emagrecedoras à base de semaglutida e liraglutida, impedindo sua comercialização no Brasil. A decisão, publicada no Diário Oficial da União, afeta os produtos Plaobes, Lirahyp e Embeltag.

Esses produtos estavam entre 20 canetas emagrecedoras com análise priorizada pela Anvisa, a pedido do Ministério da Saúde, que busca aumentar a produção nacional e reduzir a dependência tecnológica do país.

As farmacêuticas devem comprovar a qualidade, eficácia e segurança dos produtos para obter o registro, e a Anvisa não divulgou os motivos da recusa. Com a expiração da patente da semaglutida, novas empresas poderão solicitar registros no futuro.

Resumo gerado por IA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) rejeitou três novos pedidos de registro de canetas emagrecedoras à base de semaglutida ou liraglutida para o tratamento de obesidade de diabetes tipo 2. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (13) do Diário Oficial da União.

Tiveram registro negado os produtos Plaobes e Lirahyp (liraglutida), da farmacêutica Cipla, e Embeltag (semaglutida), da Dr. Reddy's. Com a recusa da Anvisa, tais produtos não podem ser comercializados neste momento no Brasil.

Esses produtos que tiveram o registro negado estavam em uma lista de 20 canetas emagrecedoras que tiveram sua análise priorizada pela Anvisa após um pedido do Ministério da Saúde, que deseja promover a fabricação nacional dos medicamentos para ampliar e qualificar o acesso a tratamentos e "reduzir a dependência tecnológica do país, fortalecendo a soberania e autonomia nacional".

As farmacêuticas, porém, ainda precisavam demonstrar qualidade, eficácia e segurança dos produtos para os quais solicitou o registro. A Anvisa não detalhou os motivos para a recusa.

A Folha de S.Paulo entrou em contato com as farmacêuticas Cipla e Dr. Reddy's por email, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.

A patente da semaglutida, que era de propriedade da Novo Nordisk, expirou no dia 20 de março. Com isso, a Anvisa poderá aprovar o registro de novos medicamentos produzido por outras empresas.

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