Esporte

Ao menos 24 atletas olímpicos, até medalhistas, receberam auxílio de R$ 600

Metrópoles | 16/08/20 - 15h45

Pelo menos 24 atletas olímpicos ou paralímpicos – parte deles medalhistas em competições anteriores – receberam o auxílio emergencial de R$ 600, pago pelo governo federal a famílias de baixa renda durante a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus.

Além de mostrar que a realidade desses esportistas está longe de ser glamourosa, o número revela alguns casos de supostas fraudes ou de imprecisão na análise de dados pelo governo, uma vez que a lista possui nomes de atletas que são militares ou que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Isso é o que revela levantamento realizado pelo (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles. A equipe analisou uma base de 621 atletas que participaram das Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, ou que estão inscritos para os Jogos Olímpicos de Tóquio, remarcados para 2021 após o início da pandemia de coronavírus no mundo.

O cruzamento revela que para grandes nomes do esporte brasileiro, como medalhistas de ouro, prata e bronze, por exemplo, nas modalidades de (para)taekwondo, boxe, judô, atletismo (paralímpico), levantamento de peso, (para)canoagem, além de paraciclismo e halterofilismo, receberam o auxílio emergencial.

O paulista Júlio César Agripino dos Santos, por exemplo, está na lista dos beneficiários do auxílio emergencial de R$ 600. Ele conquistou o primeiro ouro para o Brasil no segundo dia do Mundial de Atletismo Paralímpico, em Dubai, nos Emirados Árabes, no ano passado, ao vencer a prova masculina dos 1500 m T11 (deficiência visual).

É também o caso de Everton Lopes do Santos, o primeiro campeão brasileiro a conquistar o Mundial de Boxe. Ou da fluminense Tayana de Souza Medeiros, halterofilista paralímpica tricampeã brasileira e medalhista do Parapan-Americano.