O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por suspeita de envolvimento no homicídio da corretora Daiane Alves Souza, foi vandalizado após sua prisão em Caldas Novas, Goiás, gerando preocupações sobre a segurança da família e possíveis motivações por trás do ato.
Cléber e seu filho, Michael, foram detidos pela Polícia Civil, sendo suspeitos de envolvimento na morte de Daiane, que estava desaparecida desde dezembro do ano passado, e o corpo dela foi encontrado recentemente em uma área de mata.
A defesa de Cléber está investigando a invasão ao apartamento e considera tomar medidas judiciais, enquanto a polícia continua a apurar o caso, incluindo a obstrução de provas por parte do filho do síndico, que pode enfrentar acusações semelhantes às do pai.
O apartamento do síndico Cléber Rosa de Oliveira, preso por suspeita de envolvimento no homicídio da corretora Daiane Alves Souza, foi invadido e vandalizado na tarde desta quarta-feira (28), em Caldas Novas, no sul de Goiás.
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A informação foi confirmada à CNN Brasil pelo advogado de Cléber, Luiz Fernando, que afirmou que pessoas teriam entrado no imóvel após a prisão e praticado atos de vandalismo, como pichações e danos ao patrimônio da família.
Segundo a defesa, o caso ocorreu depois da captura de Cléber e de seu filho, Michael, durante a madrugada. Cléber e o filho foram presos temporariamente pela Polícia Civil de Goiás, suspeitos de envolvimento na morte de Daiane, que estava desaparecida desde dezembro do ano passado.
"Estamos apurando mais detalhadamente essa situação, identificando os autores dessa ação criminosa. Posteriormente, vamos analisar a possibilidade e a viabilidade de tomar as medidas judiciais cabíveis", disse o advogado sobre a invasão.
O corpo da corretora foi encontrado na madrugada desta quarta-feira em uma área de mata da cidade. A Polícia Civil segue investigando o caso.
Desaparecimento
Em 17 de dezembro, Daiane ficou incomodada com um corte de luz no apartamento onde mora e decidiu sair do local para verificar o problema. Ela desceu alguns andares de elevador e se deparou com um vizinho.
No caminho, eles conversaram e comentaram sobre o problema da falta de luz. Ao chegar no 2º andar do subsolo, eles saíram do elevador. Um vídeo mostra a interação até o momento da descida.
O registro das imagens, no entanto, é cortado por dois minutos. Quando as filmagens aparecem novamente, Daiane volta para o elevador e já está sozinha. Ao subir, ela olha para a câmera de segurança e desce no 1º andar do subsolo.
Obstrução de provas
Segundo a polícia, o filho do síndico, ao tentar ajudar o pai, teria tentado obstruir as provas do crime. Em uma das ações, o suspeito chegou a substituir o celular do pai para prejudicar o andamento das investigações.
Em coletiva de imprensa nesta quarta, a polícia apontou que o filho está preso por suspeita de obstrução da investigação e, caso todos os fatos sejam comprovados, ele ainda pode responder pelos mesmos crimes que o pai: homicídio e ocultação de cadáver.
Histórico de conflitos
Segundo denúncia obtida pela CNN Brasil, Cléber é acusado de perseguir Daiane, entre fevereiro e outubro de 2025. As primeiras desavenças começaram em novembro de 2024, após um desentendimento entre a dupla.
A investigação ganhou novos contornos ao revelar que Daiane movia 12 processos judiciais contra o síndico Cleber Rosa de Oliveira.
As denúncias incluíam acusações de perseguição, sabotagem de serviços de água e luz, além de uma agressão física registrada em fevereiro de 2025.
Em 16 de janeiro de 2026, diante da ausência de sinais de vida e de registros de que Daiane teria saído do prédio, o caso foi reclassificado como homicídio e assumido pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH).
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