O Operário se pronunciou nesta sexta-feira (27) sobre os episódios registrados na partida contra o ASA, na última quarta-feira (25), em Arapiraca, pela Copa do Brasil.
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Após a classificação diante do clube alagoano, uma confusão generalizada foi registrada no Coaracy da Mata Fonseca. Houve invasão de torcedores ao gramado e confronto envolvendo atletas. Diante das cenas, o Ministério Público abriu procedimento para investigar o caso.
Em nota (na íntegra no final da matéria) publicada nas redes sociais, o Operário denunciou fragilidade no esquema de segurança do estádio e também relatou uma fala considerada xenofóbica atribuída ao atleta Cristian Lucca, do ASA.
É nítida e evidente a fragilidade no aparato de segurança do estádio. As imagens, amplamente repercutidas em todo o país nas últimas 48 horas, demonstram que, logo após a final, torcedores da equipe adversária invadiram o campo com facilidade e sem a contenção e sem a contenção adequada, tentando agredir nossos atletas", escreveu em um trecho.
O clube sul-mato-grossense afirmou que a intervenção da Polícia Militar garantiu a integridade física da delegação e informou que recebeu escolta no retorno até Maceió.
O Operário também repudiou uma declaração que teria sido dita por Cristian Lucca aos jogadores da equipe visitante.
Vocês moram na roça.
Na nota, o clube classificou a fala como "preconceituosa" e "discriminatória".
Menosprezar a 'roça' é desrespeitar milhões de brasileiros que acordam cedo para produzir, alimentar e movimentar este país.
Apesar da crítica, o Operário fez questão de ressaltar que as declarações não refletem a postura do ASA e destacou que foram tratados com cordialidade e respeito desde a chegada ao estádio.
Antes de encerrar a nota, o clube ainda utilizou um trocadilho ao celebrar a classificação.
A 'roça' bateu ASAS, voou, e está classificada para a próxima fase da Copa do Brasil.
Por conta da confusão registrada após a partida, a finalíssima do Alagoano entre ASA e CRB, marcada para 7 de março, no Coaracy da Mata Fonseca, pode ser disputada com portões fechados ou até mesmo ter o local alterado.
O promotor Thiago Chacon, da Promotoria de Justiça do Consumidor, informou que irá exigir providências dos responsáveis pela organização da partida. Caso as medidas de segurança não sejam adotadas a tempo, o Ministério Público poderá solicitar que a decisão ocorra com portões fechados ou até mesmo em outro estádio que ofereça garantias adequadas.
O Operário Futebol Clube celebra o momento histórico vivido na última quarta-feira, com a inédita classificação para a terceira fase da Copa do Brasil, e agradece imensamente a todos que estiveram ao nosso lado nessa conquista.
Inicialmente, registramos publicamente nosso agradecimento à diretoria, presidência e departamento de futebol do Clube de Regatas Brasil (CRB), na pessoa do Presidente Mário Marroquim, pela forma respeitosa e cordial com que fomos recebidos em Maceió, colocando à nossa disposição sua excelente infraestrutura e Centro de Treinamento - fator extremamente importante para a preparação do nosso pré-jogo.
Entretanto, após o reconhecimento e a celebração, é dever institucional relatar os dois fatos extremamente graves ocorridos na partida realizada no Estádio Municipal Coaracy da Mata Fonseca, onde a Agremiação Sportiva Arapiraquense manda seus jogos:
1. Da falta de segurança
É nítida e evidente a fragilidade no aparato de segurança do estádio. As imagens, amplamente repercutidas em todo o país nas últimas 48 horas, demonstram que, logo após o apito final, torcedores da equipe adversária invadiram o campo com facilidade e sem a contenção adequada, tentando agredir nossos atletas.
Somente a intervenção firme e imediata da Polícia Militar do Estado de Alagoas garantiu a integridade física de nossos jogadores, comissão técnica e dirigentes.
Neste mesmo tema, o Operário Futebol Clube MS SAF registra e agradece publicamente o pronto entendimento e a interlocução institucional do Comandante da Capital de Campo Grande/MS, Coronel Almeida, e do Comandante da Capital de Alagoas/AL, Coronel Hiraque, que foram acionados imediatamente após os episódios ocorridos e diante da evidente deficiência de segurança no local, colocando todos integrantes da nossa delegação em risco.
Fomos prontamente atendidos, e nossa delegação recebeu escolta oficial em seu deslocamento de retorno, garantindo, nesse momento, total segurança até a cidade de Maceió, onde estávamos instalados.
O Operário Futebol Clube MS SAF entende que segurança é requisito mínimo, indispensável e inegociável para a realização de qualquer evento esportivo oficial. Situações como a vivenciada não podem e não devem se repetir.
2. Das declarações preconceituosas
Repudiamos de forma veemente as palavras preconceituosas e discriminatórias proferidas pelo atleta Christian Lucca, que afirmou aos nossos jogadores: "Vocês moram na roça", desmerecendo o fato de disputarmos a liga do nosso estado e de sermos de Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
É importante registrar que tais declarações não refletem a postura institucional da respeitosa Agremiação Sportiva Arapiraquense, sua diretoria e presidência, que desde a semana anterior à partida até a nossa chegada ao estádio nos trataram com cordialidade e respeito em todos os momentos, é uma pena um atleta deste nível humano baixo fazer parte dessa instituição.
Todavia, esse tipo de manifestação ultrapassa os limites da rivalidade esportiva e adentra o campo do preconceito social e cultural, algo que não será tolerado.
Menosprezar a "roça" é desrespeitar milhões de brasileiros que acordam cedo para produzir, alimentar e movimentar este país.
O futebol exige respeito.
Exige responsabilidade.
Exige postura.
E para finalizar: a "roça" bateu ASAS, voou, e está classificada para a próxima fase da Copa do Brasil.
Operário Futebol Clube MS SAF
Campo Grande - Mato Grosso do Sul (Com MUITO orgulho.)
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