Após transar com gêmeos, mulher engravida e não consegue identificar quem é o pai

Publicado em 31/03/2026, às 15h08
Imagem meramente ilustrativa - Foto: Pixabay
Imagem meramente ilustrativa - Foto: Pixabay

Por Correio Braziliense

Uma decisão da Corte de Apelações de Londres revelou a impossibilidade de determinar a paternidade de uma criança nascida de uma mulher que se relacionou com dois gêmeos idênticos em um curto espaço de tempo, resultando em incertezas legais.

Os testes de DNA realizados não conseguiram diferenciar os dois homens devido à semelhança genética entre gêmeos idênticos, levando os juízes a concluir que ambos têm chances iguais de paternidade.

O tribunal reconheceu a necessidade de uma solução mais clara e destacou que, embora técnicas mais avançadas estejam em desenvolvimento, elas ainda não são acessíveis, deixando a criança em uma situação jurídica indefinida.

Resumo gerado por IA

Uma decisão judicial em Londres expôs uma situação rara e desafiadora para o direito e a ciência. Após se relacionar com dois gêmeos idênticos em um curto intervalo de tempo, uma mulher deu à luz sem conseguir identificar o pai da criança. Mesmo com exames de DNA, a Justiça concluiu que não há, por enquanto, meios técnicos capazes de determinar a paternidade com precisão.

A situação foi analisada pela Corte de Apelações em Londres, que concluiu não ser possível determinar a paternidade com os métodos disponíveis hoje. Mesmo com a realização de testes genéticos, os resultados não foram capazes de diferenciar os dois homens, já que gêmeos idênticos compartilham praticamente o mesmo material genético.

O caso teve início após um dos irmãos ser registrado como pai na certidão de nascimento da criança. A mãe, que não pode ser identificada devido à proteção legal, e o outro gêmeo recorreram à Justiça para contestar o documento e buscar o reconhecimento legal correto. No entanto, os juízes entenderam que não há base científica suficiente para afirmar, com certeza, quem é o pai.

Durante o processo, foi confirmado que ambos os irmãos tiveram relações com a mulher em um intervalo de poucos dias, no período em que a gravidez ocorreu. Diante disso, o tribunal considerou que as chances de paternidade são equivalentes entre os dois.

A decisão também levou em conta o efeito jurídico e emocional da indefinição. O nome anteriormente registrado como pai foi questionado, e os magistrados entenderam que não seria adequado manter a responsabilidade parental atribuída a apenas um dos irmãos sem comprovação conclusiva.

Testes tradicionais de DNA não conseguem distinguir entre gêmeos idênticos porque eles se originam do mesmo embrião e têm sequências genéticas quase indistinguíveis. Existem técnicas mais avançadas em desenvolvimento, capazes de identificar pequenas mutações ao longo da vida, mas ainda são caras e pouco acessíveis.

A expectativa, segundo o próprio tribunal, é que avanços científicos permitam no futuro uma resposta definitiva. Até lá, a criança permanece em uma situação jurídica incomum, em que se sabe que o pai é um dos dois irmãos, mas não qual deles.

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