O meia Geovane, de 26 anos, foi apresentado pelo CRB nesta sexta (16), no CT Ninho do Galo. Ele estava em Maceió há alguns dias, aguardando a liberação do Epitsentr, da Ucrânia, para ser oficialmente anunciado pelo clube.
O jogador recebeu propostas do futebol europeu, do Japão e da Coreia, mas decidiu voltar ao Brasil com a esposa ao receber a oferta do CRB. Geovane também recusou uma proposta da França.
Sobre a experiência na Ucrânia, onde passou pouco mais de seis meses em meio à guerra, Geovane contou que os alarmes aéreos soavam com frequência. Em um episódio marcante, seu filho de cinco anos precisou se abrigar em um bunker enquanto estava na escolinha, após soar um alarme de emergência.
O Clube de Regatas Brasil apresentou o meia Geovane nesta sexta-feira (16), no CT Ninho do Galo. Aos 26 anos, o jogador já estava em Maceió há alguns dias, aguardando a liberação do Epitsentr, da Ucrânia, para ser oficialmente anunciado pelo clube.
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Durante a apresentação, Geovane contou que recebeu outras propostas para seguir no futebol europeu, e até ofertas do Japão e da Coreia, mas decidiu, junto com a esposa, retornar ao Brasil após uma ligação do executivo Ari Barros.
"Eu venho praticamente de dois anos na Europa. A minha família, por adaptação, frio e outras questões, como energia, a gente optou em retornar. Eu recebi uma ligação do Ari, que eu conheço desde que ele me levou ao Paysandu", disse o meia.
Segundo Geovane, assim que ouviu a proposta do CRB, ele e a esposa decidiram fechar portas para outros destinos e aceitar o projeto alagoano.
O meia ainda revelou ter recebido uma oferta do futebol francês, mas a recusou por acreditar na decisão tomada.
"Tive uma conversa profunda com meu empresário. Quando decidi não ficar na Ucrânia, surgiram propostas financeiramente melhores. Também recebi uma ligação para ir à França. Qualquer jogador sabe da qualidade do futebol europeu e da visibilidade. Mas em nenhum momento recusei com ressentimento. Sempre com alegria no coração, sabendo onde estava indo."
Geovane disse conhecer o CRB há algum tempo e que possui amigos que já jogaram pelo clube, como o volante Falcão, que vestiu a camisa do Galo nas temporadas 2023 e 2024.
Situação na Ucrânia
O meia passou pouco mais de seis meses na Ucrânia e falou sobre a experiência em meio à guerra. Antes de se mudar, conversou com o atacante maceioense Pedrinho, hoje no Shakhtar Donetsk, que lhe explicou como era o cotidiano no país.
"É diferente, cara. Eu e minha família vivemos seis meses intensos da nossa vida. É um povo acolhedor. Na cidade em que moramos, não havia ataques diretos, mas a gente escutava muito alarme aéreo, porque o espaço aéreo é fechado."
Geovane também contou um episódio em que o filho de cinco anos, enquanto estava na escolinha, precisou se abrigar em um bunker após soar um alarme de emergência.
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