Aptos do concurso da PM de 2017 protestam por nomeação em frente ao Palácio

Os concursados aprovados no processo seletivo da Polícia Militar de 2017 realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira (03) em frente ao Palácio do Governo, no Centro, para cobrar a nomeação para o curso de formação. O grupo é formado por 4...

Publicado em 03/05/2019, às 10h45
Grupo reuniu-se na porta do Palácio do Governo nesta sexta | Camilla Bibiano / TNH1
Grupo reuniu-se na porta do Palácio do Governo nesta sexta | Camilla Bibiano / TNH1

Por Camilla Bibiano*

Os concursados aprovados no processo seletivo da Polícia Militar de 2017 realizaram um protesto na manhã desta sexta-feira (03) em frente ao Palácio do Governo, no Centro, para cobrar a nomeação para o curso de formação.

O grupo é formado por 469 aptos, que são os candidatos aprovados que já cumpriram todas as etapas do processo, desde a prova objetiva até os exames médicos e físicos. No edital do concurso, eram previstas 1000 vagas para o ingresso no contingente da Polícia Militar, mas ainda há demanda na corporação. No feriado do Dia do Trabalhador, o governador Renan Filho confirmou que deve lançar novo edital.

Segundo um dos aprovados, Igor Leonardo, o governador já havia se manifestado em outubro do ano passado sobre a situação, informando que a prioridade de ocupação das vagas era daqueles que já estavam aptos. Mesmo após as conversas, o governador abriu outro concurso para a PM em 2018 e já anunciou um novo para o próximo ano. 

“Nós não podemos perder esse direito. Nós já gastamos só de exames em torno de quatro a cinco mil reais, isso sem contar hospedagem e alimentação para fazer as etapas do concurso. Muitos, inclusive, perderam o emprego para se dedicar às etapas do concurso”.

Concursados durante protesto nesta manhã

Ainda de acordo com Igor, o prazo de validade do concurso de 2017 termina neste sábado (04). Eles pedem para que haja uma prorrogação do prazo ou o concurso seja homologado. 

“Nós estamos buscando um direito nosso. Estamos dispostos a conversar com o governador. Se ele não puder chamar todo mundo agora, não tem problema, desde que ele homologue a gente e chame ano que vem. Não entendemos porque abrir novos concursos se tem gente apta a assumir”, defende. 

Durante o ato desta manhã, eles levaram faixas e realizaram um apitaço na porta do Palácio. O trânsito não foi afetado e seguiu fluxo normal. 

O TNH1 entrou em contato com a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) para saber sobre a possibilidade de prorrogação do concurso e aguarda um posicionamento da pasta.


*Estagiária sob supervisão da editoria

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