O que chamou a atenção dos médicos foi a presença de líquido ao redor da prótese —um seroma tardio—, condição que não é esperada anos depois da cirurgia. Diante do achado, a equipe decidiu investigar. A influenciadora passou por uma punção para retirada do líquido e por exames laboratoriais mais específicos.
“O linfoma anaplásico de grandes células associado ao implante mamário é um câncer do sistema linfático. Ele não se origina na mama, mas acaba se manifestando ali porque o gatilho é a presença da prótese, que pode provocar uma inflamação crônica ao longo do tempo”, explica Breno Gusmão, integrante do Comitê Médico da Associação Brasileira de Câncer do Sangue.
Oncologista do grupo Oncoclínicas e da Americas Health Foundation, Stephen Stefani reforça que, no BIA-ALCL, as células malignas se desenvolvem, em geral, na cápsula fibrosa que se forma ao redor do implante, e não no tecido mamário propriamente dito.
Essa distinção é fundamental porque influencia tanto o tratamento quanto o prognóstico.
