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Avião de Marília Mendonça estava “desgovernado”, conta dono de terreno

Metrópoles | 11/11/21 - 16h17 - Atualizado em 11/11/21 - 16h26
Reprodução

Aníbal Martins Julião Júnior, de 55 anos, relatou ao Metrópoles o momento do acidente de avião que matou a cantora Marília Mendonça, na última sexta-feira (5/11). O empresário afirma ter presenciado a aeronave cair em uma cachoeira em sua propriedade, localizada em Caratinga (MG), e alega ter sido o primeiro a chegar ao local.

O proprietário conta que estava de costas quando aconteceu o acidente, mas que seus funcionários conseguiram ver o momento em que o avião atingiu o cabo de rede elétrica. “Eles gritaram ‘está caindo o avião!’. Quando virei, já não vi a aeronave naquele primeiro momento, fui vê-la quando faltavam talvez uns 50 metros para cair”, diz. Aníbal afirma que o avião estava desgovernado. “Quando ele chegou no local da queda, é como se ele tivesse perdido completamente sustentação e caiu de ‘barriga’ na rocha. E ficou no local de impacto, não desceu”, explica ele.

“Eu fui o primeiro a chegar no local, e vazava muito combustível [da aeronave]. O cheiro estava insuportável e o meu maior receio, naquele momento, era que explodisse”, diz. Aníbal, no entanto, relata que a água da cachoeira passava pelas asas, resfriando o transporte. Ele conta que se aproximou do avião e logo viu que havia vítimas. “As persianas do piloto e do copiloto estavam abertas, e eu consegui ver bem. Eles estavam com a cabeça abaixada, não tinha nenhum tipo de movimento. As persianas traseiras estavam meio que semiabertas e nós não conseguimos visualizar se tinha alguma pessoa atrás”, conta.

Apesar de acreditar que não havia sobreviventes, o proprietário acionou imediatamente o Corpo de Bombeiros, que chegou logo após a polícia. Segundo Aníbal, os agentes aguardavam a cantora no local de pouso para levá-la ao hotel em que ficaria hospedada na cidade, e conseguiram ver o avião caindo. O empresário afirma que, a princípio, não sabia que se tratava do avião de Marília Mendonça: “Existe um volume razoável de tráfego aéreo desse aqui de Caratinga, durante o dia. Então, isso não não chama atenção de nós, que somos moradores aqui do local”.