Nordeste

BA: médico assassinado já havia sido ameaçado após denunciar pedofilia

Metrópoles | 25/09/21 - 17h01
Arquivo Pessoal

A Polícia Civil da Bahia investiga se há relação entre o assassinato do médico pediatra Júlio Cezar de Queiroz Teixeira, de 44 anos, e uma denúncia que ele fez em 2016, quando identificou sinais de abuso sexual em um paciente menor de 12 anos.

Júlio foi executado a tiros, dentro da própria clínica particular, no município da Barra, oeste baiano, na manhã da última quinta-feira (23/9).

Imagens de câmeras de segurança mostram o atirador fugindo na garupa de um moto-táxi.

Parentes do pediatra relataram para a reportagem da afiliada da Globo na Bahia que o médico chegou a sofrer ameaças, depois de ter denunciado uma suspeita de abuso sexual contra uma criança para a família da vítima.

A denúncia foi feita em 2016 e Júlio não chegou a prestar queixa em relação às ameaças que sofreu. A Polícia Civil vai agora investigar se a denúncia pode ter motivado o assassinato.

Esse paciente com suspeita de ser vítima de pedofilia foi atendido em Buritirama, outro município do oeste Baiano. O médico era muito querido nas cidades onde realizava atendimento e sua morte provocou revolta na população.