Brasil

Bicheiro Rogério de Andrade é preso no Rio de Janeiro

Metrópoles | 04/08/22 - 20h05
Foto: Reprodução/TV Globo

O bicheiro Rogério de Andrade foi preso após ter um novo mandado de prisão decretado pela Justiça do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (4/8). A determinação é da 1ª Vara Criminal Especializada da Capital.

O novo pedido foi feito pelo Ministério Público do Rio, depois do bicheiro ter um mandado anterior revogado pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última segunda-feira (1º/8).

De acordo com a TV Globo, nesta quinta-feira, foram encontrados, em operação do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, e da Polícia Federal (PF), documentos que revelam “uma sistemática cadeia de corrupção mantida de forma persistente com instituição de segurança” por parte do contraventor.

Rogério de Andrade estava foragido desde a Operação Calígula, que prendeu os delegados Marcos Cipriano e Adriana Belém. Também nesta quinta-feira, foi preso seu filho, Gustavo de Andrade. Os dois foram encontrados pela Polícia Federal em Itaipava, na região serrana do Rio.

“Conforme exposto na decisão proferida em maio de 2022, ocorreu o recebimento de denúncia e decretação da prisão preventiva do acusado e corréus, conforme fundamentação ao qual reporta-se nesse momento. Nesta oportunidade restou consignado que os elementos de informação colhidos até o momento conferem, em sede de cognição sumária, razoáveis indícios de existência e autoria dos delitos objeto da ação penal, bem como perigo gerado pelo estado de liberdade do imputado, com a verificação da necessidade de garantia da ordem pública, necessidade de assegurar a aplicação da lei penal e por conveniência da instrução criminal”, diz trecho da decisão.

Filho do contraventor, Gustavo de Andrade foi preso no condomínio residencial Vale do Sossego, em Itaipava, Petrópolis, região serrana do Rio, poucas horas antes de seu pai ser detido. Os dois foram alvo da Operação Calígula, do Ministério Público, contra esquemas de azar.

De acordo com a denúncia do MPRJ, o contraventor ampliava seus negócios de jogos de azar em vasta área geográfica e tem atribuído a ele crimes como corrupção ativa, extorsão, lavagem de dinheiro, ameaça, homicídio, dentre outros.

Na organização, Gustavo era tratado por outros integrantes como “príncipe regente”, “filho”, ou “zero dois”.