Biofilia: 4 formas de trazer a natureza para dentro de casa

Descubra como as plantas podem ser ótimas aliadas para mudar a energia e o visual do seu lar

Publicado em 26/01/2026, às 17h10
É possível transformar ambientes simples em espaços vivos e cheios de personalidade com o poder das plantas (Projeto: Daniela Funari Arquitetura | Imagem: Mariana Camargo)
É possível transformar ambientes simples em espaços vivos e cheios de personalidade com o poder das plantas (Projeto: Daniela Funari Arquitetura | Imagem: Mariana Camargo)

Por Redação EdiCase

Com a rotina cada vez mais urbana, trazer o verde para dentro de casa virou uma forma de se reconectar com a natureza. Na arquitetura de interiores, essa relação é conhecida como biofilia, um conceito que fala justamente sobre essa aproximação entre as pessoas e o ambiente natural. Para a arquiteta Daniela Funari, a origem da palavra — do grego bios (vida) e philia (amor ou afeição) — é traduzida pela criação de projetos que estimulam uma conexão prática e respeitosa com a natureza.

“O intuito é fazer com que a presença dela ocupe um lugar de destaque para fomentar os pontos positivos que a biofilia nos acrescenta”, diz a arquiteta, enumerando que esse resgate é marcado pela presença de plantas, materiais naturais e paletas de cores que nos ajude com a conexão inata que existe entre nós e a natureza.

Abaixo, confira formas de trazer a natureza para dentro de casa!

1. Jardins verticais: o clássico bem executado

Amplo ambiente integrado de sala de estar e jantar. O destaque é um jardim vertical exuberante que cobre uma parede inteira ao fundo, composto por diversas espécies de samambaias e folhagens verdes com detalhes em tons de roxo. O espaço conta com móveis contemporâneos em tons de cinza, um quadro abstrato grande na parede e luminárias pendentes lineares sobre a mesa de jantar.
Jardins verticais tornam a vegetação a protagonista do ambiente e garantem frescor à área social (Projeto: Daniela Funari Arquitetura | Imagem: Mariana Camargo)

Um dos exemplos mais atemporais da biofilia dentro dos projetos de interiores faz referência à inserção de jardins verticais, que normalmente ocupam um trecho de uma parede e entregam um ponto onde as plantas se tornam protagonistas do ambiente.

Para a profissional, esse recurso está longe de sair de moda: pelo contrário, ganha novas potencialidades com o avanço da tecnologia. “Os sistemas de rega automatizada são tão sofisticados que controlam até a mesma umidade do solo”, garante Daniela Funari. 

2. Canteiros em apartamentos

Sala de jantar moderna e iluminada com uma grande mesa de tampo claro e seis cadeiras estofadas em tom bege com pés de madeira. Ao fundo, uma ampla janela coberta por cortinas brancas translúcidas permite a entrada de luz suave. À direita, um maciço de folhagens verdes pendentes brota de um canteiro lateral, trazendo um elemento natural ao ambiente de tons neutros e piso brilhante.
Neste projeto, o canteiro lateral próximo à janela aproveita a luz natural e cria uma moldura viva para a sala de jantar (Projeto: Daniela Funari Arquitetura | Imagem: Mariana Camargo)

De acordo com a profissional, morar em apartamento deixou de ser um empecilho para quem quer desfrutar das sensações que o natural nos desperta. “Essa atmosfera não está mais restrita àqueles que vivem em casas com quintais ou áreas externas”, pontua, acrescentando que o desejo de ter um cantinho com plantas é um pedido recorrente dos clientes que atende no escritório.

Diante do projeto, ela passa a analisar a viabilidade dos jardins verticais, canteiros próximos às janelas ou a disposição de vasos com espécies variadas. 

3. Explorando a verticalidade com plantas pendentes 

Painel de TV em marcenaria de madeira clara e fundo cinza. Na prateleira superior, à direita, um vaso com uma planta jiboia (ou hera) pendente cai delicadamente sobre o painel ripado de madeira. No móvel inferior, do lado esquerdo, dois vasos altos de cerâmica contêm ramos de eucalipto, criando uma composição equilibrada e orgânica com a tecnologia da TV.
As plantas pendentes exploram a verticalidade e criam cascatas naturais que valorizam o mobiliário (Projeto: Daniela Funari Arquitetura | Imagem: Mariana Camargo)

Outra possibilidade é explorar a altura com espécies pendentes – aquelas que crescem em cascata por possuírem um caule mais flexível –, como a flor-de-maio, dinheiro-em-penca, jiboia, samambaia e a dedo-de-moça. Para isso, a inserção de armários suspensos ou prateleiras em serralheria, na visão da arquiteta, são boas alternativas para acomodar os vasos e deixar que toda exuberância da folhagem recaia pelo ambiente. 

“Além da serralheria, é possível incluir essas espécies em estantes, prateleiras e até em armários superiores de banheiros”, complementa Daniela Funari sobre a versatilidade desse recurso. 

4. Cultivo de espécies específicas

Sala de estar com parede de destaque em concreto aparente. Um sofá de dois lugares em tecido off-white é decorado com almofadas neutras e uma almofada terracota em tricô. À direita, sobre um banco de madeira rústica de formato irregular, há um vaso branco com uma planta Zamioculca. O ambiente possui iluminação natural vinda de uma varanda envidraçada lateral.
A escolha de espécies específicas permite um cultivo afetivo, em que cada planta reflete a personalidade e a rotina dos moradores (Projeto: Daniela Funari Arquitetura | Imagem: Mariana Camargo)

Outra possibilidade diz respeito à inclusão da natureza com um olhar mais afetivo. “Isto acontece quando as espécies oferecem significados para os moradores”, relativiza a profissional. “É muito comum que as pessoas tenham um carinho especial por suas plantas e flores favoritas e isso deve ser incentivado, tornando o cultivo em uma atividade prazerosa”, conclui Daniela Funari. 

Por Lucas Janini

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