Biota aciona órgãos federais após abate de elefante-marinho em Alagoas

Publicado em 04/04/2026, às 08h54
Foto: Reprodução/Biota
Foto: Reprodução/Biota

Por Redação

O Instituto Biota de Conservação acionou o Ministério Público Federal e outros órgãos após laudos confirmarem que o elefante-marinho conhecido como 'Leôncio' foi abatido em Jequiá da Praia, levantando preocupações sobre a violência contra a fauna marinha.

Exames de necropsia revelaram marcas de violência no animal, indicando que ele pode ter sido ferido enquanto ainda estava vivo, o que agrava a situação e gera indignação na comunidade local.

As autoridades ambientais estão investigando o caso e buscam responsabilizar os envolvidos, enquanto a população se mobiliza para proteger a vida marinha e evitar novos incidentes semelhantes.

Resumo gerado por IA

O Instituto Biota de Conservação acionou o Ministério Público Federal (MPF), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto do Meio Ambiente (IMA) após laudos periciais apontarem que o elefante-marinho carinhosamente apelidado de "Leôncio", encontrado morto em Jequiá da Praia, foi abatido.

De acordo com o Instituto, os exames de necropsia no corpo do animal apontaram marcas de violência, com uso de objetos cortantes. A equipe também teria identificado que possíveis golpes foram dados enquanto o elefante-marinho ainda estava vivo.

Leôncio foi localizado sem vida no fim da tarde da última terça-feira (31), no povoado Lagoa Azeda, e estava partido ao meio. Imagens divulgadas pelo Instituto Biota mostram que o elefante-marinho estava partido ao meio. 

Leôncio vinha chamando a atenção de moradores e banhistas desde que passou a aparecer em praias alagoanas. O elefante-marinho foi visto em diferentes trechos do litoral, como Ipioca e Garça, em Maceió, além de Barra de Santo Antônio, em Paripueira. Após alguns dias sem ser reavistado, ele voltou a aparecer no litoral sul e havia passado a última sexta-feira, 27, em Jequiá da Praia.

O animal, segundo o Biota, estava em processo de muda de pelagem, algo considerado comum para a espécie e que pode durar de uma a quatro semanas. Durante esse período, é natural que ele permaneça em faixa de areia para descansar.

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