Bolsa Família não retira mulheres do mercado de trabalho, diz estudo

Quase 85% das famílias que recebem o benefício são chefiadas por elas

Publicado em 14/02/2026, às 13h51
O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. - Foto: Agência Brasil
O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. - Foto: Agência Brasil

Por Agência Brasil

Um estudo do FMI revela que o programa Bolsa Família não afeta a participação das mulheres no mercado de trabalho, exceto para aquelas com filhos de até seis anos, que enfrentam maior dificuldade devido às responsabilidades familiares.

As mulheres dedicam em média dez horas a mais por semana em tarefas domésticas não remuneradas em comparação aos homens, o que impacta sua presença no mercado de trabalho e, consequentemente, o crescimento econômico do país.

Para mitigar essa situação, o FMI sugere aumentar o acesso a creches, promover o trabalho remunerado e abordar as disparidades salariais, destacando que 85% das famílias beneficiárias do Bolsa Família são chefiadas por mulheres.

Resumo gerado por IA

Um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) constatou que o programa do governo federal Bolsa Família não reduz a participação das mulheres na força de trabalho, a não ser para aquelas com crianças de até seis anos.

Nesse caso, o mercado de trabalho encontra uma menor participação feminina, por conta das responsabilidades em casa, tarefas domésticas e cuidado com a família.

Ainda de acordo com o estudo, as mulheres gastam em média dez horas a mais por semana no cuidado doméstico não remunerado do que os homens.

O estudo mostra, ainda, que a presença das mulheres na força de trabalho é importante para o crescimento do país. Para se ter uma ideia, se a diferença da participação de homens e mulheres no mercado de trabalho caísse de 20 para 10 pontos percentuais, até 2033 o crescimento do país poderia aumentar meio ponto percentual.


E são elas as responsáveis pela administração do dinheiro que entra em casa. Quase 85% das famílias que recebem o Bolsa Família são chefiadas por mulheres.


São os filhos pequenos que acabam levando essas mulheres para fora do mercado de trabalho.


Segundo o FMI, metade deixa de trabalhar fora até dois anos depois do nascimento do primeiro filho. A solução, segundo a pesquisa, é ampliar o acesso a creches, incentivar o trabalho remunerado e resolver as diferenças salariais.

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