Bolsonaro deve fazer exames em hospital após bater a cabeça durante a madrugada

Publicado em 06/01/2026, às 14h26
O ex-presidente Jair Bolsonaro - Gabriela Biló / Folhapress
O ex-presidente Jair Bolsonaro - Gabriela Biló / Folhapress

Por Ricardo Della Coletta e Raquel Lopes / Folhapress

Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, foi hospitalizado após sofrer uma queda na prisão, onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado, e deve passar por exames médicos devido a ferimentos leves na cabeça.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relatou que ele caiu enquanto dormia, e a Polícia Federal confirmou que ele recebeu atendimento médico, embora inicialmente não houvesse necessidade de hospitalização.

O ministro Alexandre de Moraes negou o pedido de prisão domiciliar da defesa de Bolsonaro, afirmando que seu quadro de saúde melhorou após cirurgias, embora ele tenha sido diagnosticado com apneia do sono e necessite de tratamento contínuo para outros problemas de saúde.

Resumo gerado por IA

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Polícia Federal após condenação por tentativa de golpe de Estado, deve fazer exames no hospital nesta terça-feira (6), após bater a cabeça durante a madrugada.

Segundo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, ele sofreu uma queda enquanto dormia.

"Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel", disse em postagem. "Como o quarto permanece fechado, ele só recebeu atendimento quando foram chamá-lo para minha visita."

Em nota, a PF disse que Bolsonaro recebeu atendimento médico após ter relatado a queda à equipe de plantão.

"O médico da Polícia Federal constatou que houve ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação", disse a corporação, que posteriormente confirmou a ida ao hospital para exames.

Bolsonaro voltou à Superintendência da PF no dia 1º de janeiro, após passar oito dias no hospital para tratar de hérnia na virilha e de crises de soluço, ambas condições decorrentes de facada que levou na campanha eleitoral de 2018.

Na mesma data, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou pedido da defesa do ex-presidente de prisão domiciliar após a alta.

Em sua decisão, Moraes disse que "diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas, como apontado no laudo de seus próprios médicos".

QUADRO DE SAÚDE

Durante o período internado, Bolsonaro fez exames que constataram um quadro severo de apneia do sono, para o qual ele passou a utilizar o equipamento Cpap.

Após as três cirurgias para tratar dos soluços, os médicos concluíram que ele tem um caso raro, e que não será resolvido com as intervenções, mas precisará de tratamento constante, por exemplo, por meio de fisioterapia.

O ex-presidente também solicitou a sua equipe para tomar remédios contra depressão, o que foi prescrito para ele.

A defesa de Bolsonaro voltou a pedir que, após sua internação no hospital, ele fosse transferido para prisão domiciliar, para cuidar da saúde. Na última quinta-feira (1º), Moraes negou a solicitação.

O ex-presidente foi preso preventivamente no dia 22 de novembro após tentar romper a tornozeleira eletrônica com ferro de solda. A decisão de Moraes foi confirmada pela Primeira Turma do STF na semana seguinte.

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