O ex-presidente Jair Bolsonaro deve ter alta da UTI nas próximas 24 horas, após tratamento de pneumonia bacteriana bilateral, apresentando melhora significativa desde sua internação em 13 de março.
Bolsonaro está sob antibioticoterapia e suporte clínico intensivo, e a Procuradoria-Geral da República manifestou-se a favor do pedido de prisão domiciliar, considerando a evolução clínica do ex-presidente.
A decisão sobre a concessão da prisão domiciliar caberá ao ministro Alexandre de Moraes, que recebeu informações sobre o estado de saúde de Bolsonaro, intensificando a pressão para atender ao pedido da defesa.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter alta da UTI (unidade de terapia intensiva) nas próximas 24 horas, caso mantenha evolução satisfatória, afirmou nesta segunda-feira (23) a equipe médica que atende o político.
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Ele está internado desde o último dia 13, em Brasília, para tratar de uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Submetido a tratamento com antibióticos, vem apresentando melhora nos últimos dias.
"[Bolsonaro] segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora", diz o boletim médico divulgado nesta segunda. "Se mantiver evolução satisfatória, deverá receber alta da terapia intensiva nas próximas 24 horas."
Nesta segunda-feira, a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou a favor do pedido de prisão domiciliar protocolado pela defesa de Bolsonaro.
"A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como expostos pela equipe médica que atendeu no último incidente, recomenda a flecibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas", disse o o procurador-geral Paulo Gonet.
Na última sexta-feira (20), o ministro Alexandre de Moraes, do STF, pediu ao hospital DF Star, onde Bolsonaro está internado, informações sobre o quadro clínico do ex-presidente. A instituição enviou ao ministro os boletins médicos e um prontuário completo. Após a manifestação da PGR, a decisão sobre domiciliar caberá a Moraes.
Como mostrou a Folha de S. Paulo, o novo epísódio de internação de Bolsonaro ampliou a pressão sobre Moraes para que conceda a domiciliar ao político preso por golpe de Estado desde novembro. O esforço envolve inclusive dois ministros próximos a Moraes, que tentam convencê-lo a atender ao pedido da defesa.
O ex-presidente está preso desde novembro, mas precisou ser transferido para o hospital DF Star, em Brasília, no último dia 13 de março. Ele passou mal e foi atendido pela equipe médica da Papudinha, que constatou risco de morte e determinou a transferência para o hospital.
O médico Claudio Birolini chegou a classficar a situação como "extremamente grave", mas Bolsonaro respondeu bem aos antibióticos e apresentou melhora ao longo da semana. Aos 71 anos de idade, ele enfrenta uma série de complicações médicas da facada que levou durante a campanha eleitoral de 2018.
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