Paul Thomas Anderson conquistou o Oscar de Melhor Filme com 'Uma Batalha Após a Outra', além de Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado, encerrando uma longa espera de dez filmes sem a estatueta principal.
O filme, que já havia vencido prêmios importantes como o PGA Award e o Globo de Ouro, superou a concorrência de 'Pecadores', que, apesar de forte, não conseguiu reverter a situação a seu favor.
Com um total de seis estatuetas em 13 indicações, 'Uma Batalha Após a Outra' destacou-se na cerimônia, enquanto a produção brasileira 'O Agente Secreto' saiu sem prêmios, marcando uma decepção para o cinema nacional.
Paul Thomas Anderson, 55, esperou dez filmes, mas valeu a pena. Com "Uma Batalha Após a Outra", o diretor conquistou neste domingo (15) o Oscar de Melhor Filme — e ainda levou Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado na mesma noite, no Dolby Theatre, em Los Angeles.
LEIA TAMBÉM
A sátira política estrelada por Leonardo DiCaprio chega ao topo depois de uma temporada de domínio quase absoluto: PGA Award, BAFTA, Globo de Ouro e Critics' Choice já estavam no currículo antes de a votação fechar.
"Pecadores", de Ryan Coogler, entrou na disputa com força no último momento, com Michael B. Jordan e o elenco do filme premiados no Actor Awards, mas não foi suficiente para virar o jogo.
Para Anderson, tratou-se de uma redenção histórica. "Sangue Negro", "Trama Fantasma" e "Licorice Pizza" haviam passado pelo mesmo palco sem a estatueta principal.
No cômputo final, seis estatuetas em 13 indicações: além do trio de Anderson, Sean Penn levou Melhor Ator Coadjuvante, e o filme venceu ainda em Melhor Montagem e Melhor Elenco. "Pecadores" terminou com quatro. A Warner Bros., distribuidora de ambos, saiu ganhando de qualquer forma.
Adaptado do romance Vineland, de Thomas Pynchon, e ambientado na contemporaneidade, o filme concorreu ainda com "O Agente Secreto", representante do Brasil com quatro indicações na noite — mas nenhum prêmio.
O filme de Kleber Mendonça Filho chegou à cerimônia como a produção brasileira mais indicada da história do Oscar, mas saiu sem troféus.
Wagner Moura, que concorria como primeiro brasileiro indicado ao prêmio de Melhor Ator, não repetiu o êxito de Cannes — onde havia vencido a categoria em 2025. O vencedor foi Michael B. Jordan, por "Pecadores".
A disputa por Melhor Filme Internacional também não resultou em vitória, interrompendo a sequência iniciada por “Ainda Estou Aqui” no ano anterior. O vencedor da disputa foi "Valor Sentimental", da Noruega.
LEIA MAIS
+Lidas