As buscas pelos sete desaparecidos do naufrágio da lancha Lima de Abreu 15, que ocorreu na região do Encontro das Águas em Manaus, completaram quatro dias, resultando em duas mortes e 71 resgates com vida.
A operação conta com o apoio de uma equipe especializada de bombeiros de São Paulo, que utiliza tecnologia avançada como sonar e drones para superar os desafios de profundidade e baixa visibilidade na área do acidente.
As equipes já percorreram mais de 10 quilômetros em busca das vítimas, e um posto de atendimento foi estabelecido no Porto Privatizado de Manaus para oferecer suporte aos familiares dos desaparecidos.
As buscas pelos sete desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu 15 entraram no quarto dia nesta segunda-feira (16), em Manaus (AM). A embarcação afundou na tarde de sexta-feira (13), na região do Encontro das Águas, onde se encontram os rios Negro e Solimões. Duas pessoas morreram e 71 foram resgatadas com vida.
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A força-tarefa mobilizada para as buscas ganhou reforço de uma equipe especializada do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), de São Paulo, acionada para prestar apoio técnico nas operações subaquáticas. O grupo é formado por três mergulhadores técnicos e dois operadores de equipamentos de varredura.
Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, os trabalhos se concentram na área onde foi identificado o ponto exato do naufrágio. A embarcação foi encontrada a cerca de 50 metros de profundidade em local de baixa visibilidade, o que dificulta as operações de mergulho convencional.
Para ampliar a capacidade de busca, os bombeiros utilizam sonar e detector de metais de alta precisão, equipamentos voltados à varredura subaquática e à identificação de estruturas metálicas em grandes profundidades. Além disso, são usados drones, embarcações e sobrevoos.
As equipes atuam de forma integrada com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, que já vinha conduzindo as buscas desde o dia do acidente. A estratégia envolve a ampliação da área de varredura e o mapeamento da embarcação no leito do rio.
Corpo de Bombeiros de Manaus informou que as equipes já percorreram mais de 10 quilômetros rio abaixo em busca das vítimas. A corporação detalha que, há diversos fatores que dificultam a operação, como a profundidade da área e a baixa visibilidade das águas.
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas informou que cinco adultos vítimas do naufrágio deram entrada em unidades da rede estadual, receberam atendimento médico e já tiveram alta hospitalar.
A lancha transportava cerca de 80 passageiros e seguia com destino a Nova Olinda do Norte quando naufragou. Samila de Souza, 3, e a estudante de odontologia Lara Bianca, 22, morreram. Entre os desaparecidos estão dois homens e três mulheres já identificados pelas autoridades, além de outras duas pessoas cujos nomes ainda não foram divulgados oficialmente.
A partir desta segunda-feira (16), o posto de atendimento montado para prestar suporte aos familiares dos desaparecidos passa a funcionar no Porto Privatizado de Manaus, das 8h às 18h.