Brasil

Buscas por Dom e Bruno chegam ao 10º dia: o que se sabe até agora

Metrópoles | 14/06/22 - 12h17

As buscas pelo jornalista inglês Dom Phillips e pelo indigenista Bruno Araújo Pereira entram no 10º dia. Além da falta de desfecho sobre o que aconteceu com a dupla, o conflito de versões desencadeia uma série de reações e deixa familiares e amigos perplexos.

A Polícia Federal concentra os esforços em áreas próximas ao Rio Itaquaí, onde objetos pessoais dos desaparecidos foram encontrados. O Brasil e o mundo acompanham com espanto o desenrolar do sumiço.

De acordo com informações da Polícia Federal, as buscas continuam em diversas frentes nesta terça-feira (14/6). O último contato com a dupla ocorreu no domingo, 5 de junho. O sumiço foi na reserva indígena Vale do Javari, no Amazonas.

As buscas ao indigenista e ao jornalista reúnem, além da Polícia Federal, o Exército, a Marinha e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas.

“Além dos esforços concentrados no referido local, as buscas continuaram em outras áreas do Rio Itaquaí, e as investigações continuam sendo realizadas de forma técnica, sem que esforços materiais e humanos sejam poupados para a completa elucidação dos fatos”, frisa a Polícia Federal.

Veja, a seguir, o que se sabe sobre o desaparecimento de Dom e Bruno:


  • O jornalista inglês e o indigenista viajaram em 3 de junho até um posto de vigilância indígena próximo a uma localidade chamada Lago do Jaburu.
  • Os dois se deslocaram com o objetivo de visitar a equipe de vigilância indígena que fica próxima ao Lago do Jaburu. O jornalista pretendia fazer algumas entrevistas com integrantes da comunidade que reside no local.
  • Eles viajavam com uma embarcação nova, de 40 cavalos, e 70 litros de gasolina, o suficiente para a viagem. O último contato ocorreu em 5 de junho.
  • Dom Phillips é um jornalista colaborador do veículo britânico The Gardian e está trabalhando em um livro sobre meio ambiente com apoio da Fundação Alicia Patterson.
  • Eles desapareceram quando faziam o trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte.
  • Policiais militares prenderam Amarildo da Costa de Oliveira, de 41 anos, conhecido como Pelado, na terça-feira (7/6). No momento da prisão, ele estava com armas e munição de uso restrito.
  • A lancha do suspeito foi vista perseguindo o barco do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips. Ele teria ameaçado Bruno.
  • A Polícia Federal realiza testes com luminol na lancha de Pelado para identificar possível material genético e digitais na embarcação.
  • Bruno é considerado um dos indigenistas mais experientes da Fundação Nacional do Índio (Funai). No órgão desde 2010, ele foi coordenador regional da Funai de Atalaia do Norte por cinco anos.
  • O indigenista vinha sofrendo ameaças por combater a exploração ilegal e a invasão de terras indígenas.
  • A Polícia Federal investiga se estômago encontrado no boiando no Rio Javari é humano.
  • Uma mochila com objetos iguais aos do jornalista e do indigenista foi achada no domingo (12/6).
  • De acordo com a esposa de Dom, Alessandra Sampaio, as equipes de buscas teriam localizado os cadáveres dos dois homens. As informações teriam sido repassadas pela Embaixada Brasileira em Londres.
  • O jornal britânico The Guardian, onde Dom é colaborador, noticiou que os irmãos dele também foram informados da descoberta de dois corpos “amarrados a uma árvore em floresta remota”.
  • A Polícia Federal negou que tenha encontrado os corpos. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) afirma que Dom e Bruno continuam desparecidos.
  • A Polícia Federal concentra os esforços em áreas próximas ao Rio Itaquaí, onde objetos dos desaparecidos foram encontrados.