Câmara analisa salário mínimo maior para trabalhadores do comércio; veja valor

Publicado em 10/03/2026, às 11h35
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Por Agência Câmara

O Projeto de Lei 6508/25 propõe um piso salarial de R$ 2.500 para trabalhadores do comércio e uma bonificação para aqueles com qualificação técnica, visando valorizar o setor e aumentar a produtividade. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

O projeto estabelece dois níveis salariais para uma jornada de 40 horas semanais, com um piso qualificado de R$ 2.750, condicionado à conclusão de cursos de qualificação profissional. A autora, deputada Jack Rocha, destaca a necessidade de corrigir a baixa remuneração dos mais de 10,6 milhões de trabalhadores do setor.

O texto prevê reajustes anuais do piso, com base na inflação e no crescimento do setor, e tramita com caráter conclusivo nas comissões de Trabalho e de Constituição e Justiça. Se aprovado, a medida poderá gerar um impacto positivo na qualificação e na remuneração dos trabalhadores do comércio.

Resumo gerado por IA

O Projeto de Lei 6508/25 institui o piso salarial para os trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo em R$ 2.500 e cria uma bonificação para profissionais que comprovarem qualificação técnica. O texto está em análise na Câmara dos Deputados.

A medida integra a criação da Política Nacional de Valorização do Comerciário, que busca alinhar melhores salários ao aumento da produtividade e à formação continuada dos trabalhadores.

Valores e Categorias
O projeto estabelece dois níveis salariais para uma jornada de 40 horas semanais:

  • Piso salarial base: R$ 2.500,00 mensais.
  • Piso salarial qualificado: R$ 2.750,00 mensais.

Para ter direito ao piso maior, o trabalhador precisará comprovar a conclusão de, no mínimo, 160 horas em cursos de qualificação profissional, aperfeiçoamento ou técnicos em áreas ligadas à sua função. Os cursos devem ser oferecidos pelo Senac ou por instituições reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).

Reajuste Anual
O texto prevê que o valor do piso será reajustado anualmente, sempre em 1º de janeiro, seguindo uma fórmula que garante aumento real (acima da inflação) quando o setor crescer:

  • A fórmula: Variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) (inflação) + 50% do crescimento real da receita do setor de comércio (medido pelo IBGE no ano anterior).
  • Em caso de crise: Se o setor não crescer ou tiver queda, o reajuste será apenas pelo INPC, para garantir a reposição da inflação.

Justificativa
A autora da proposta, deputada Jack Rocha (PT-ES), argumenta que o projeto visa corrigir uma "distorção histórica" no mercado de trabalho. “O projeto visa corrigir o descompasso entre a importância estratégica do setor de comércio e a baixa remuneração de seus mais de 10,6 milhões de trabalhadores", disse.

"Propomos uma solução estrutural que beneficia não apenas os trabalhadores, mas o setor como um todo, gerando um círculo virtuoso de qualificação e produtividade”, concluiu a deputada.

Próximos passos
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de
Trabalho e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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