Câncer de colo do útero: 4 sinais que não devem ser ignorados

Apesar de ser incidente entre as mulheres, essa doença apresenta alto potencial de cura quando detectado precocemente

Publicado em 26/03/2026, às 10h30
Estar atenta às mudanças no corpo é fundamental para reduzir riscos e aumentar as chances de diagnóstico precoce (Imagem: AtlasStudio | Shutterstock)
Estar atenta às mudanças no corpo é fundamental para reduzir riscos e aumentar as chances de diagnóstico precoce (Imagem: AtlasStudio | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

O Dia Mundial da Prevenção do Câncer de Colo do Útero, em 26 de março, integra a campanha Março Lilás e chama atenção para um tumor que ainda está entre os mais frequentes no Brasil, apesar de ser altamente prevenível por meio da vacinação contra o HPV (papilomavírus humano). 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), esta é a terceira neoplasia mais incidente entre as mulheres, atrás dos tumores de mama (30,0%) e de cólon e reto (10,5%), com estimativa, para o triênio de 2026 a 2028, de 19.310 novos casos por ano, acometendo 17,8 a cada 100 mil mulheres.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer do colo do útero é o quarto câncer mais comum em mulheres no mundo, com cerca de 660 mil diagnósticos anuais. 

Sinais que merecem atenção

Segundo a Dra. Larissa Matsumoto, ginecologista especializada em reprodução humana, da Clínica VidaBemVinda/Fertgroup, o câncer do colo de útero apresenta alto potencial de cura quando detectado precocemente. “É muito importante fazer acompanhamento ginecológico regular, vacinação contra o HPV e prestar atenção aos sinais e sintomas da doença”, alerta.

A seguir, conheça os principais sinais do câncer de colo de útero:

1. Sangramento fora do período menstrual

O sangramento após a relação sexual, entre ciclos ou depois da menopausa pode ser um dos primeiros sinais da doença. Nos estágios mais avançados, aparecem dores pélvicas contínuas.

2. Secreção vaginal diferente do habitual

Corrimento com odor forte, coloração amarelada ou escurecida, ou presença de sangue fora do período menstrual.

3. Dor durante a relação sexual

Desconforto ou dor profunda podem estar relacionados ao tumor, que causa inflamação e sensibilidade no colo do útero.

4. Cólicas persistentes 

Dor na parte inferior do abdômen, sensação de pressão ou desconforto contínuo na pelve, que não estejam relacionadas apenas ao período menstrual.

Mulher com cabelo liso preso em rabo de cavalo usando blusa de manga longa azul, apoiada em mesa de consultório conferindo exame com médico que tem o cabelo curto, barba e está usando camisa azul de botoes e jaleco e está mostrando resultado de exame em tablet
O tratamento para o câncer de colo de útero pode variar conforme a paciente (Imagem: fizkes | Shutterstock)

Tratamento para o câncer de colo de útero

A definição do melhor tratamento para o câncer do colo de útero depende de fatores como o estágio do tumor, idade e o estado geral de saúde da paciente. As principais opções são cirurgia, radioterapia, quimioterapia, terapia-alvo e imunoterapia, que podem ser realizadas de forma isolada ou combinadas. 

Cuidados com a fertilidade antes da terapia

Mulheres que desejam engravidar devem procurar um especialista em medicina reprodutiva antes de iniciar o tratamento oncológico, que pode afetar a reserva ovariana e o endométrio, especialmente se houver indicação de radioterapia, e comprometer a fertilidade.

“Quando o diagnóstico é feito em fase inicial e há condições para planejamento reprodutivo, estimulamos os ovários da paciente para coletar seus óvulos e congelá-los”, explica a Dra. Larissa Matsumoto.

Segundo a médica, existem alternativas que permitem preservar o sonho da maternidade mesmo após a doença. “Após a cura do câncer, esses óvulos podem ser fertilizados in vitro, permitindo a gravidez mesmo que a reserva ovariana tenha sido comprometida. Durante o planejamento, é essencial a conversa com o oncologista que acompanha esta mulher, com o objetivo de fornecer as melhores opções em busca de chances de uma gestação no futuro”, completa. 

Por Vanessa

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