Cansaço extremo e desmotivação podem ser sinais da Síndrome de Burnout, alerta especialista

Publicado em 07/01/2026, às 15h33
Cansaço extremo e desmotivação podem ser sinais da Síndrome de Burnout, alerta especialista - Carla Cleto / Sesau
Cansaço extremo e desmotivação podem ser sinais da Síndrome de Burnout, alerta especialista - Carla Cleto / Sesau

Por Agência Alagoas

O retorno ao trabalho após férias pode intensificar sinais de esgotamento emocional, levando à Síndrome de Burnout, reconhecida pela OMS como um fenômeno ocupacional que afeta o desempenho profissional e a saúde mental.

Os sintomas incluem fadiga extrema, irritabilidade e dificuldades de concentração, sendo mais comuns no início do ano, quando muitos profissionais enfrentam pressão por metas e a dificuldade de retomar a rotina.

Para mitigar o risco de Burnout, é recomendado organizar a rotina gradualmente, estabelecer limites entre vida pessoal e profissional e buscar apoio, enquanto a rede pública de saúde oferece atendimento psicológico e psiquiátrico para aqueles que necessitam.

Resumo gerado por IA

O retorno ao trabalho após períodos de descanso, como férias ou recessos prolongados, pode ser um momento desafiador para muitos profissionais. Para uma parcela da população, porém, essa fase vem acompanhada de sinais mais intensos de esgotamento físico e emocional, que podem indicar a Síndrome de Burnout, um transtorno relacionado diretamente ao estresse crônico no ambiente de trabalho.

Reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um fenômeno ocupacional, a Síndrome de Burnout é caracterizada por três dimensões principais: exaustão extrema, distanciamento mental ou sentimentos negativos em relação ao trabalho e queda no desempenho profissional. Segundo especialistas em saúde mental, o início do ano é um período crítico, pois muitas pessoas retornam às atividades ainda cansadas, pressionadas por metas, cobranças e pela dificuldade de retomar a rotina.

“O cansaço que não melhora mesmo após o descanso, a falta de motivação, a sensação de ineficácia e o desânimo constante são sinais de alerta. Quando esses sintomas persistem, é fundamental buscar avaliação profissional”, explicou a médica especialista em saúde mental, Lara Moreira, que atende na unidade.

Entre os sintomas mais comuns do Burnout estão fadiga intensa, dores de cabeça frequentes, alterações no sono, irritabilidade, dificuldade de concentração, perda de interesse pelas atividades profissionais e até sintomas físicos, como taquicardia e problemas gastrointestinais. Em casos mais graves, o quadro pode evoluir para ansiedade e depressão.

A médica destaca que o burnout não é fraqueza individual, mas resultado de ambientes de trabalho que exigem esforço contínuo, longas jornadas, pressão por produtividade, pouca autonomia e ausência de reconhecimento. Por isso, a prevenção passa tanto pelo cuidado individual quanto pela adoção de políticas institucionais que promovam saúde e bem-estar.

"Para quem está retornando ao trabalho, algumas medidas podem ajudar a reduzir o risco de esgotamento, como organizar a rotina de forma gradual, estabelecer limites entre vida profissional e pessoal, manter hábitos saudáveis, reservar momentos de descanso e buscar apoio quando necessário. O diálogo com gestores e equipes também é essencial para ajustar demandas e evitar sobrecarga".

A rede pública de saúde oferece atendimento psicológico e psiquiátrico por meio da Atenção Primária e dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), garantindo acolhimento e acompanhamento para pessoas que apresentam sofrimento relacionado ao trabalho.

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