Cão encontra garrafa de 'veneno' que pode explicar assassinato de 160 anos

Publicado em 20/03/2026, às 11h41
Stanley, um labrador, encontrou a garrafa no jardim de casa - Reprodução/Paul Phillips
Stanley, um labrador, encontrou a garrafa no jardim de casa - Reprodução/Paul Phillips

Por Extra Online

Stanley, um cachorro de Clyst Honiton, descobriu uma garrafa que pode estar ligada a um assassinato ocorrido em 1865, quando Mary Ann envenenou seu marido William Ashford para ficar com seu amante, Frank Pratt.

A garrafa, que contém a inscrição 'Não é para ser tomada', é semelhante às usadas para venenos da época, e a vizinha do casal, Mrs Butt, foi fundamental ao perceber a anomalia no chá, levando à prisão de Mary Ann.

Após ser condenada à morte, Mary Ann foi enforcada em público, um evento que gerou discussões no Parlamento inglês, resultando na proibição do enforcamento dois anos depois.

Resumo gerado por IA

Stanley é um cachorro como qualquer outro: gosta de correr, pular e cavar. E foi numa dessas escavações no jardim de sua casa, em Clyst Honiton, uma pequena vila no interior da Inglaterra, que ele encontrou o que pode ser uma das provas de um assassinato que ocorreu há mais de 160 anos.

Na garrafa, é possivel ler os dizeres "Não é para ser tomada". A coloração e forma também se assemelha às garrafas de veneno azul-cobalto comuns na Inglaterra do século XIX.

Era 1865 e a Inglaterra vivia sob o reinado da rainha Vitória. William Ashford e Mary Ann viviam num ainda menor vilarejo de Clyst Honiton quando ela começou a envenenar seu marido.

A motivação? Mary Ann estava se envolvendo com um jovem 22 anos mais novo chamado Frank Pratt — ela e William estavam casados há 20 anos. A ideia era se ver livre do marido e, como cereja do bolo, ficar com o seu dele.

Foi a vizinha do casal, uma mulher chamada Mrs Butt, que notou algo esquisito no chá da casa. O guarda do vilarejo, marido de Butt, prendeu Mary Ann que, ao ser detida, jogou um pó no fogo que estourou. Análises afirmaram se tratar de arsênico e estricnina.

Supostamente, afirma Paul Phillips, dono de Stanley, a garrafa encontrada pelo cachorro poderia ser a que carregava o veneno usado por Mary pois, de acordo com ele, em entrevista ao jornal local "DevonLive", o casal teria morado na casa ao lado da dele.

Mary Ann foi condenada à morte por enforcamento público, no que seria uma das últimas vezes que a prática seria usada na Inglaterra: ela demorou minutos pra morrer, agonizando, enquanto os presentes assistiam.

O acontecimento fez com que o Parlamento inglês discutisse sobre o banimento do enforcamento e, dois anos depois, proibiu-o de vez.

Gostou? Compartilhe