Cão Orelha: vídeo mostra adolescente voltando ao condomínio após agressões

Publicado em 04/02/2026, às 08h39
Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/Redes sociais
Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/Redes sociais

Por CNN Brasil

A Polícia Civil de Santa Catarina identificou um adolescente como suspeito da morte do cão comunitário Orelha, com base em imagens de câmeras de segurança que mostram seu deslocamento no dia do crime, ocorrido em janeiro na Praia Brava.

O inquérito revela que o jovem saiu de casa antes do ataque e retornou logo após, contradizendo seu depoimento, além de evidências adicionais que confirmam sua presença fora do condomínio durante o incidente.

Após viajar para os EUA no mesmo dia em que a polícia identificou os suspeitos, o adolescente foi interceptado ao retornar ao Brasil, e a investigação culminou no envio do relatório final ao Ministério Público, solicitando sua internação.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil de Santa Catarina divulgou imagens de câmeras de monitoramento que registram o deslocamento do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha.

O material faz parte das mais de mil horas de filmagens analisadas pela força-tarefa para identificar os autores do crime ocorrido no início de janeiro, na Praia Brava.

Cronologia dos fatos

De acordo com o inquérito, o adolescente saiu de seu condomínio às 5h25 da manhã do dia 4 de janeiro.

O ataque ao animal ocorreu por volta das 5h30. O vídeo em posse dos investigadores mostra o jovem retornando ao prédio às 5h58, acompanhado por uma amiga.

De acordo com a polícia, esse foi um dos pontos de contradição em seu depoimento. O adolescente não sabia que a polícia possuía as imagens dele saindo do local e disse que havia ficado dentro do condomínio, na piscina. Além das imagens, testemunhas e outras provas também comprovaram que ele estava fora do condomínio.

Veja o vídeo:

O adolescente viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso e ficou nos EUA até o dia 29 de janeiro. No retorno, ele foi interceptado pela polícia ao chegar no aeroporto.

Ainda conforme a polícia, na ocasião, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom, que também foram peças importantes na investigação. Além disso, o familiar do autor tentou justificar a compra do moletom na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, que foi utilizada no dia do crime.

Provas técnicas

Além das imagens de 14 equipamentos diferentes, a polícia utilizou um software francês de geolocalização para confirmar a presença do suspeito no local exato das agressões.

O laudo da Polícia Científica confirmou que o cão Orelha morreu em decorrência de uma pancada contundente na cabeça.

O relatório final da investigação foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário, com o pedido de internação do adolescente.

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