Brasil

Caso Henry: perícia em telefone de babá será prova contra ela

Metrópoles | 15/07/21 - 11h46
Divulgação / Polícia Civil do Rio de Janeiro

As provas coletadas pelos investigadores da 16ª DP (Barra das Tijuca) para definir o que aconteceu com Henry Borel Medeiros, de 4 anos, que morreu em 8 de março deste ano, poderão ser usadas no inquérito aberto contra a babá do menino, Thayna de Oliveira Ferreira, que responde pelo crime de falso testemunho.

A autorização foi dada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do II Tribunal do Júri do Rio, com isso, o laudo de extração de conteúdo do aparelho celular de Thayná, elaborado por peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) foi feito pelo delegado Henrique Damasceno, servirá de prova contra a acusada, de acordo com o Extra.

Henry foi morto no apartamento onde morava com a mãe, a professora Monique Medeiros, e o vereador cassado Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, ambos presos desde 8 de abril acusados de torturas e homicídio duplamente qualificado contra a criança.

O objetivo da polícia com o compartilhamento da prova entre os inquéritos é usar as mensagens recuperadas no telefone de Thayna para demonstrar “omissões e mentiras” no depoimento prestado por ela em 12 de abril quando esteve na delegacia justamente para corrigir e completar as informações dadas na primeira vez em que foi ouvida, em 24 de março.

De acordo com as Polícia, mesmo informando que estava retificando e completando as informações, a babá continuou mentindo ou omitindo situações da rotina da família de Henry.

Análise

Ao jornal, o delegado Henrique Damasceno, responsável pelas investigações, informou que a análise das mensagens trocadas por Thayna revelam que a agressão que resultou na morte do menino não foi a primeira situação de violência à qual Henry fora submetido.

Nas conversas, ela chega a afirmar ao pai e ao namorado que, tamanho o desespero de Henry ao ver Jairinho, fez com que ele chegasse a rasgar sua blusa (“Ele gritava horrores”, escreveu). Ela ainda conta ter ganho R$ 100 do ex-veredor para “ficar quieta”.